quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Artistas lotam Assembléia em audiência pública. Manos e Minas fica!

Manos Minas fica no ar pela TV Cultura. Foi essa a notícia que Maria Amélia Rocha, editora chefe do único programa da TV brasileira que reflete a cultura das periferias, recebeu na tarde da última terça-feira. À noite, durante uma grande audiência pública realizada na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, contou que foi chamada pelo presidente da Fundação Padre Anchieta, João Sayad, para ser comunicada que a direção havia resolvido reverter a situação. O programa voltaria, porém, reformulado. "Mas só vou comemorar quando ver o Max B.O comandando o programa aos sábados", ressaltou a jornalista.

A preocupação por um desmonte da TV e da Rádio Cultura e também indignação perante a falta de projeto político para a TV pública deu o tom da noite. Na bancada da assembléia, entidades importantes como o sindicato dos radialistas de São Paulo, o sindicato dos jornalistas de São Paulo, o deputado estadual e presidente da Comissão dos Direitos Humanos, José Cândido e o deputado estadual Ricardo Gianazzi, além da própria Maria Amélia Rocha.

Na platéia, gente como Sergio Vaz, da Cooperifa, a cantora Fabiana Cozza, o cantor Wesley Noog e os rappers Thaide, Kamau, Max B.O e Emicida. Thaíde, de microfone em punho e DJ nas caixas, cantou, em plena Assembléia, "Senhor Tempo Bom", acompanhado pelo público. "Lembro que a TV Cultura foi uma das primeiras a mostrar o movimento hip hop na São Bento", disse. O deputado José Cândido foi fundo - "Um evento como esse, com o povo do hip hop, afronta a elite da Assembléia Legislativa"", disse sob aplausos do público que ainda recebeu o Senador Eduardo Suplicy, durante o encerramento do evento. O clima no final era de alívio, mas ao mesmo tempo, de preocupação. Como disse um amigo: "esse foi apenas o primeiro round!"

Um comentário:

  1. O difícil é pensar isso que realmente foi só o começo. Agora saiu o rá-tim-bum, o Login continua sabendo que vai acabar, e um empresa inteira tensa com o futuro que ninguém nega, que parece certo.

    Mas lutemos!

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