quarta-feira, 26 de maio de 2010

Mal da discriminação se corta pela raiz



A prática do bullying é antiga. Só nos tempos de hoje ganhou nome e projeção. Minha mãe, dona Maria, era humilhada por alunos e professores. Por ser pobre e negra. Religiosa, quis fazer papel de anjo em uma peça teatral da escola. A professora negou. Disse que "nunca tinha visto anjo preto na vida". Morreu neste instante a única oportunidade que minha mãe teve de participar de uma atividade teatral. Comigo não foi diferente. Colégio particular, o principal da região, pago pela patroa do meu pai. Dois mil alunos, só eu de negro. Beiço de linguiça, piche, carvão, cabelo de bombril, eram alguns dos adjetivos. Após essa experiência, somente aos 17 anos, trabalhando em uma Casa de Cultura, aconselhado por um cantor de reggae de longos cabelos rasta, consegui me encontrar como negro. Fechar as feridas, resgatar e valorizar minha identidade

Ontem (25/05), a Assembleia Legislativa gaúcha aprovou, por unanimidade, uma lei que prevê políticas públicas contra o bullying nas escolas de ensino básico e de educação infantil, privadas ou do Estado, em todo o Rio Grande do Sul. A proposta classifica como bullying toda a violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, que ocorra sem motivação evidente com o objetivo de intimidar, isolar ou humilhar uma ou mais pessoas e que cause dano emocional ou físico às vítimas, além de "desequilíbrio de poder" entre as partes envolvidas. O texto aprovado, infelizmente, ainda não prevê punições aos agressores. O bullying discrimina negros, homossexuais, pessoas de baixa renda, de baixa estatura, e por aí vai. É visto com indiferença por alguns. "Coisa de criança", dizem. Significa muito mais do que isso. Representa o estágio inicial da Homofobia, do racismo, e de todas as práticas discriminatórias neste país e no mundo. As assembléias de todo o Brasil precisam olhar para o sul e seguir o exemplo. Antes que seja tarde demais..

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Big Brother Espacial



Desde a primeira vez que ouvi essa do projeto secreto das Forças Armadas americana - uma espécie de veículo de teste orbital chamado X-37B, lançado no último dia 22 de abril, fiquei muito preocupado. Os militares se recusaram a dizer qual o propósito do projeto. Nesta semana, por acidente, um astrônomo amador registrou segundos da trajetória do veículo de teste. Kevin Fetter analisava o espaço com seu telescópio para encontrar satélites fora de serviço e avistou o objeto. "Vi por sorte", disse. O projeto sigiloso dos EUA estava a 410 quilômetros da terra e completava uma volta ao planeta a cada 90 minutos. Os leitores podem achar estranho um assunto desse vir parar aqui, mas é impossível não refletir sobre isso. Os caras estão vigiando o planeta inteiro!  Um Big Brother espacial! Com quais objetivos? Com quais propósitos? Com notícias assim é bom ficarmos muito atentos. São sinais de tempos difíceis que virão e vão explicar muita coisa que acontecerá no futuro...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Tem baiano no Festival de Cannes

Cena de "Doido Lelé", filme de Ceci Alves, curta-metragem que
será exibido em Cannes nesta semana

Conheci a cineasta baiana Ceci Alves durante o Festival Cine Cultura Viva, em Brasília. Chegou de fininho, pouco depois dos outros cineastas que já estavam presentes durante os dias do evento. Ao contrário de muitos, que colocavam seus filmes entre os melhores do mundo, falava só quando era perguntada. Fiz questão de ver seu filme. Dizem que a melhor forma de conhecer a essência da alma de um cineasta é assistindo sua obra. Exibido em dia de sessão lotada no Museu Nacional de Brasília,"Doido Lelé" mostrou-se um filme eficiente, humano. Arrancou muitas palmas do público.  Depois de Jeferson De em Berlim com "Bróder" (comentado aqui neste blog) no Festival de Berlim, Ceci desembarcou em Cannes nesta semana para mostrar seu curta. O filme se passa em Salvador, na década de 50. Caetano, pobre e mestiço, sonha em ser cantor de rádio, para deleite da mãe e contrariedade do pai. Ele foge todas as noites de casa para tentar, sem sucesso, a sorte em um programa de calouros. Até que, numa noite, ele aposta tudo numa louca, divertida e definitiva performance. Nada muito diferente se Caetano não fosse apenas um menino. Para mim, aquele menino persistente em realizar seu sonho, o de cantar, representa cada um dos afro-descendentes, que, apesar de tudo e de todos, deixa para trás as barreiras apresentadas pela vida e encara as dificuldades impostas com o talento que lhe é peculiar. Boa sorte Ceci!

Sábado 21/05 tem festa de aniversário do programa MANOS E MINAS na Matilha Cultural!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Tempos difíceis, porém, com esperança...

Um amigo me passou este texto por email. Comenta-se que é um caso verídico e que aconteceu em um voo da TAM:

Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar. na classe econômica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo. 'Qual o problema, senhora?', pergunta uma comissária..'Não está vendo?' - respondeu a senhora - 'vocês me colocaram ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira'. 'Por favor, acalme-se' - disse a aeromoça - 'infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível'.
A comissária se afasta e volta alguns minutos depois. 'Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe econômica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar mesmo na classe econômica. Temos apenas um lugar na primeira classe'.  E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua: 'Veja, é incomum que a nossa companhia permita à um passageiro da classe econômica se assentar na primeira classe.
Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável'. E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu: 'Portanto senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe...' E todos os passageiros próximos, que, estupefatos assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.

'O que me preocupa não é o grito dos maus.


É o silêncio dos bons...'




Martin Luther King Jr.



quinta-feira, 13 de maio de 2010

Museu Afro abre nova exposição para lembrar 13 de maio

Fotografia de José do Patrocínio integra exposição no Museu Afro

Para marcar as comemorações dos 122 anos da abolição da escravatura no Brasil, o Museu Afro Brasil inaugura no próximo dia 13, a exposição “Tempos de Escravidão, Tempos de Abolição: Iconografias e Textos”. Com curadoria do artista plástico, Emanuel Araújo, a exposição é dividida em dois tempos diferentes e traz em seu acervo documentos históricos, fotografias de época e pinturas e esculturas de líderes negros abolicionistas.


Além da exposição, a programação conta ainda com o lançamento dos livros "De Valentim a Valentim - a Escultura Brasileira - Séculos XVIII e XX", que reconta a história da escultura européia paralelamente a da escultura brasileira e, "As Artes de Carybé - Las Artes de Carybé" , que traz as obras do artista argentino, radicado no Brasil, Hector Julio Paride Bernabó e reflete a trajetória do artista enquanto viveu em Salvador.


O evento conta ainda com o debate “Viva, Carolina Viva!”, que discute a participação da mulher negra no mercado literário brasileiro e relembra a obra de Carolina Maria de Jesus. Conta também o lançamento da nova revista do museu, Afro B e com os shows dos cantores baianos Virginia Rodrigues e Tiganá Santan.
Serviço
Exposição “Tempos de Escravidão, Tempos de Abolição – Iconografias e Textos” Abertura da exposição: Dia 13 de maio de 2010, às 19 horas
Classificação: Livre
Endereço: Av. Pedro Alvares Cabral, s/n. - Parque Ibirapuera - Portão 10
Funcionamento: terça a domingo, das 9h às 17h (permanência até 18h)
Estacionamento: Portão 3 - Zona AzulInformações: (11) 5579-0593
Agendamento de grupos e visitas monitoradas: (11) 5579-0593 ou agendamento@museuafrobrasil.com.br


quarta-feira, 12 de maio de 2010

Virada Cultural e o 13 de Maio

Lendo a entrevista do programador da Virada Cultural, José Mauro Gnaspini, na edição da terça-feira última (11/05/2010) caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, dizendo que o rap adquiriu um estigma, e, por isso, foi limado da programação do evento, me deu uma estranha sensação de déja vù, de algo que não faz parte somente de um acontecimento isolado, mas de um histórico processo discriminatório. O lendário Nelson Triunfo conta que as rodas de hip hop no metro São Bento, nos distantes 1980, não eram simples reuniões, mas sim, uma resistência. A polícia sempre aparecia para descer o cacete naqueles caras que insistiam em mostrar, publicamente, sua cultura, sua origem. E foi assim também com o samba. Quantos bambas no começo do século não tiveram que fugir dos golpes de cacetete da polícia montada, que aparecia de surpresa e promovia um verdadeiro “espalha-roda”. Quantos violões e pandeiros foram dilacerados pela intolerância cultural? Quantos sambas não foram interrompidos e seus compositores não conseguiram voltar para a mesma harmonia? Pensando por esse ângulo, chegamos á conclusão que o episódio Racionais na Virada Cultural de 2007 não foi novidade. A polícia bateu, e, naturalmente, houve reação.
O Sr. Mauro disse que a culpa foi de todos: da polícia que bateu, dos Racionais que não souberam controlar o público (?) e do próprio público que não soube se comportar. Mas ele acaba de assinar sua parcela de culpa também, porque dizer não é mais fácil do que articular, dialogar (com os artistas, lideranças..) e chegar a um concenso. Deixou de fora o meio de expressão mais contundente e que melhor retrata a contemporaneidade urbana nesta cidade. Percebe-se, de cara, que este indivíduo nunca pisou na periferia. Desconhece os corações feridos por metro quadrado, cansados do enquadro desnecessário na volta do trabalho, na viela escura e suspeita, á procura de documentos ou, simplesmente, de um culpado sem culpa, só para lavrar um beozinho, para não voltar à delegacia de mãos abanando. O confronto entre polícia e público no show dos Racionais não foi de graça, foi o sintoma de uma doença chamada preconceito. Felizmente, o movimento Hip Hop é maior do que isso. Tem corpo. Tem alma. Tem atitude e cabeças pensantes. E vai durar muito mais do que o um mero cargo (com muito poder de decisão, mas apenas um cargo), que, certamente vai dançar quando o atual prefeito deixar a cadeira para o próximo...
E os focos de resistência, aos poucos, saem do gueto para o outro lado da ponte. Manos e Minas, Rádio 105, Revista Raça....
Outro aspecto a ser abordado é a necessidade de termos negros gestores de cultura. Negros produtores culturais, capazes de ocupar justamente cargos como esse, do Sr. Mauro, e apresentar uma visão multicultural, sem ranço, que atenda a todos em uma São Paulo tão diversa e grande. Quero lembrá-lo, senhor programador, que esse estigma da violência, nasceu da própria sociedade, das instituições, da mídia... um esforço coletivo que tenta nos excluir e nos empurrar para o nosso canto, tendo como fator motivante, a escravidão, que, na minha humilde opinião, não terminou com o advento da Lei Áurea, apenas mudou de fase (ou de face?). E, desta forma, fica a dica para todos pensarmos sobre o Treze de Maio: ela significa a liberdade ou a escravidão contemporânea?

terça-feira, 11 de maio de 2010

III ESPELHO ATLÂNTICO - MOSTRA DE CINEMA DA ÁFRICA E DA DIÁSPORA Evento apresenta a atual produção cinematográfica africana e afro-descendente

A CAIXA Cultural apresenta a “III Espelho Atlântico – Mostra de Cinema da África e da Diáspora”, com direção geral da cineasta Lilian Solá Santiago e que leva ao Rio de Janeiro sua primorosa seleção de filmes africanos e da diáspora negra. O evento acontece de 11 a 16 de maio, com exibições simultâneas nos cinemas 1 e 2.

A mostra “Espelho Atlântico” é uma rara oportunidade de assistir a importantes títulos, alguns inéditos por aqui, capazes de provocar uma profunda reflexão sobre os pontos de identificação e convergência entre as identidades brasileira, africana e ocidental.
Esta terceira edição proporcionará uma abordagem atual e significativa da produção cinematográfica africana contemporânea e da realizada fora do continente, mas que dialoga diretamente com a herança cultural do continente africano.

Falar de diáspora é reconhecer que a África vive. Não só nos territórios africanos de hoje, com sua enorme diversidade de povos e culturas, mas principalmente na Europa e Américas. Em todos esses lugares, o que é branco, europeu, ocidental e colonizador sempre foram os elementos considerados positivos, o que reflete na cinematografia.
A mostra “Espelho Atlântico” destaca o que comumente é posicionado em termos de subordinação e marginalização: o pensamento, os sentimentos e os traços negros – de africanos, escravizados e colonizados.

SERVIÇO:
III Espelho Atlântico – Mostra de Cinema da África e da Diáspora
Local: CAIXA Cultural RJ – Cinemas 1 e 2 Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)Telefones: (21) 2544-4080Temporada: de 11 a 16 de maio de 2010Horários: Sessões a partir das 19hIngressos: R$ 4,00 (inteira), R$ 2,00 (meia-entrada)Acesso para portadores de necessidades especiais.Classificação indicativa: Consultar programação
FESTA DE ABERTURA DIA 11/05 - 21hLocal: Estrela da LapaAv. Mem de Sá, 69 (próximo aos Arcos da Lapa)DJ Zé Octavio (afro-beat, afro-cuban, afro-jazz, soul, funky e Rhythm n' blues)Preço: R$ 20,00 ou R$10,00 (Ingresso do filme ou lista: espelhoatlantico@gmail.com)

www.caixa.gov.br/caixacultural

Cia. Sansacroma leva ao palco a vida de Pagu


A Sansacroma está com um novo espetáculo: “Angu de Pagu”, uma leitura coreográfica da vida e obra de Pagu, mulher de inúmeras matizes e libertária por excelência. Sob direção de Gal Martins, este projeto de pesquisa da Companhia Sansacroma faz parte da Trilogia Militantes do Ideal e tem o apoio do Programa de Fomento a Dança para a cidade de São Paulo. O espetáculo conta a história de diversas “Pagus” através de informações que não seguem uma linha cronológica, formando um esqueleto que traça a sua trajetória em seis momentos mais marcantes, que vão, entre outros, da militância política, maternidade até agitação cultural.

Sobre Pagu

Patrícia Redher Galvão fez de sua vida um campo de batalha contra a intolerância, os desmandos e os grilhões impostos por senhores de uma sociedade retrógrada e injusta, nos seus mais diversos aspectos. Mais do que isso, ela se fez mulher, materna e artista. Um espírito batalhador que foi capaz de ir muito além dos limites impostos por seu corpo físico. Bem adiante de nossa época, ela inovou e revolucionou costumes..

Sobre a Sansacroma

A Companhia atua diretamente na região do extremo sul da cidade de São Paulo, propondo uma descentralização e difusão da produção da dança contemporânea na cidade, onde sua sede, o Ninho Sansacroma, oferece para a região uma programação de espetáculos de diversas companhias buscando esse elo entre a produção central e a local. Com apoio dos parceiros, a Cia tem a oportunidade de mostrar seus trabalhos, em diversos locais para inúmeras pessoas “vivenciarem” a arte contemporânea, através de uma leitura sensível e assim construírem novas diretrizes sobre conceitos e preconceitos embutidos na sociedade. Dentre os trabalhos em destaque estão: Negro Por Brasil, Orfeu Dilacerado e Identifique-se, uma intervenção urbana em feiras públicas da Cidade de São Paulo.

Serviço
“Angu de Pagu”
De 02 a 30 de maio
Sábados 21h e domingos às 20h
Duração: 60 minutos
Espaço Ninho Sansacroma
R. Dr. Luís da Fonseca Galvão 248
Parque Maria Helena – Capão Redondo
www.ciasansacroma.wordpress.com
ciasansacroma@gmail.com

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Jornalista pleiteia indenização para proprietário de escravos


(matéria publicada no portal Afropress)
Às vésperas das comemorações dos 122 anos da abolição da escravatura no Brasil, uma proposta de Lei, realizada pelo jornalista carioca Eduardo Banks visa restaurar parte do sistema escravocrata brasileiro. A proposta, criada em nome da Associação Eduardo Banks, busca a garantia de indenização aos descendentes de proprietários de escravos, por terem sido, segundo a proposta, "lesados" quanto ao seu direito de posse.

Segundo o jornal O Globo, uma das justificativas dadas pela Associação e seu dirigente para o pedido de indenização foi uma comparação entre a Lei, que garantiu a liberdade a mais de 700 mil pessoas que ainda viviam sob o regime da escravidão e os animais, ao afirmar que a maneira que a Lei Áurea foi aprovada sem nenhum direito aos proprietários, pode se comparar a possibilidade de nos dias de hoje, fosse aprovada uma lei para a "libertação" de todo o gado, sem indenização aos donos.

Considerada inconstitucional, a proposta foi rejeitada pelo presidente da Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS).
De acordo com a matéria, o deputado Paulo Pimenta, além de arquivar o processo, afirmou ainda que “a escravidão foi um imenso erro cometido pela humanidade e que reconhecer o direito à indenização seria um retrocesso à legislação vigente e um ataque à dignidade humana”.

O arquivamento do processo gerou polêmica na Câmara por ter acontecido, sem que a proposta fosse posta em votação. Alguns deputados, mesmo discordando dos argumentos da proposta, acreditaram que o projeto deveria ter sido submetido à comissão antes de ser vetado, já que a comissão visa à participação popular da sociedade.
A possibilidade de pedidos de indenização por parte de proprietários de escravos, não é novidade. Ainda no dia 14 de dezembro de 1890, o então ministro da Fazenda, Ruy Barbosa, ordenou a queima dos registros de matrículas do escravos, que existiam em cartórios brasileiros, para evitar pedidos de indenizações feitos pelos antigos senhores .

Em entrevista concedida ao portal Afropress, Eduardo Banks afirmou que não tem nada contra os direitos dos negros, mas que quer o reconhecimento dos direitos dos proprietários, já que alguns estados, como São Paulo, por exemplo, foram arruinados pela Lei Áurea.
Banks, afirma ainda que pretende procurar outros deputados ou senadores que aceitem apresentar a proposta com o próprio nome, como um projeto de Lei Ordinária.
Essa não é a primeira vez, entretanto, que o jornalista entra em pauta na mídia brasileira. Eduardo Banks, que já foi candidato a deputado federal e vereador e se classifica como membro da extrema direita, se coloca contra a união civil de homossexuais, o direito ao aborto para mulheres e já defendeu a permanência de um nazista renomado no Brasil.

Catarse coletiva no concurso da Caixa


Um erro ridículo deixou muita gente na mão neste final de semana durante as provas para o concurso da Caixa Econômica Federal: o endereço do local da prova estava errado! Somente em São Paulo, pelo menos 300 pessoas pagaram, estudaram em cursinhos ou em casa, vieram de outros locais, como Goiania e Brasília e simplesmente ficaram a ver navios. Não conseguiram fazer a prova que poderia mudar suas vidas.
A Cespe, empresa ligada a Universidade de Brasília foi a responsável pela organização do concurso, e afirmou, sem pestanejar, que o erro foi dos candidados. Resposta de alguém que não vê os candidatos como pessoas à procura de oportunidades de trabalho, mas como meros números. Cerca 300 pessoas (fora o pessoal que prestou em Osasco e Rio de Janeiro) errando, ao mesmo tempo, o local da prova. Explicação, no mínimo, estúpida e inconsequente. Muitos candidados, barrados por não ter seus nomes inclusos nas listas, exibiam seus comprovantes de pagamento. A confusão foi geral. Erros existem, ninguém está livre deles. Mas alegar que os candidatos erraram o endereço seria afirmar que houve uma espécie de catarse coletiva, onde todo mundo pensou a mesma coisa ao mesmo tempo. Nem Hollywood foi tão criativa....