sexta-feira, 23 de abril de 2010

Hoje é Dia Nacional do Choro. Hoje é dia de Pixinguinha

Pixinguinha, de chinelo e pijama, num típico boteco de bambas.
Foto histórica do Instituto Moreira Salles
Hoje é Dia Nacional do Choro. Estilo genuinamente brasileiro e carioca e com uma história de 150 anos recheados com músicos considerados pioneiros, como Anacleto de Medeiros, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Garoto, Jacob do Bandolim e Alfredo da Rocha Viana Filho, o Pixinguinha, o maior chorão de todos os tempos. O Dia Nacional do Choro é comemorado no dia 23 de abril por ser uma data especial, é o dia do nascimento do Pixinguinha. Tenor, pianista, saxofonista, arranjador, e compositor de música popular brasileira. Responsável direto por firmar o Choro como um gênero musical. Pixinguinha inovou o ritmo, acrescentou leveza, ritmo, graça, improviso.

O Choro entra na cena musical brasileira em meados e finais do século 19. Inicialmente, o gênero mesclava elementos da música africana e européia e era executado principalmente por funcionários públicos, instrumentistas das bandas militares e operários têxteis. Segundo José Ramos Tinhorão, “o termo choro resultaria dos sons plangentes, graves das modulações que os violonistas exercitavam a partir das passagens de polcas que lhes transmitiam os cavaquinistas, que induziam a uma sensação de melancolia". Voltando a Pixinguinha, o músico deixou um legado de inúmeros clássicos, arranjos e interpretações como flautista e saxofonista. Carinhoso, Lamento, Rosa, 1 x 0, Ainda Me Recordo, Proezas de Solon, Naquele Tempo, Vou Vivendo, Abraçando Jacaré, Os Oito Batutas, Sofres Porque Queres, Fala Baixinho, Ingênuo, figuram entre as suas principais composições.

O apelido Pixinguinha veio da união de pizindim – menino bom – como sua avó o chamava, e bexiguento, por ter contraído a varíola, que lhe marcou o semblante. Mário de Andrade registrou a presença do mestre na cena carioca, criando em seu livro “Macunaíma”, um personagem: “um negrão filho de Ogum, bexiguento e fadista de profissão” (Andrade, 1988). A passagem se dá quando o “herói sem nenhum caráter” freqüenta uma “macumba” em casa de tia Ciata.

Um comentário:

  1. É possível que o choro seja uma das coisas mais tradicionais do Brasil. Mesmo assim ele vive de rodas e alguns pesquisadores e apaixonados que jamais deixarão este lindo ritmo morrer.

    Choro devia ser dessas matérias escolares que tanto falta em nossa formação.

    Este dia nacional do choro enriqueceu muito meu repertório. Queria citar Carlos Poyares e "Portinho" chorões de primeira.

    Abraços!

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