segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Estudantes de medicina acusados de Racismo


(Fonte: G1)
O auxiliar de produção Geraldo Garcia, de 55 anos, que ficou ferido após ser agredido por três estudantes de medicina suspeitos de racismo em Ribeirão Preto, a 313 km de São Paulo, disse que a ação dos jovens foi “maldade”. O auxiliar de produção ia para o trabalho de bicicleta na manhã de sexta-feira (11) quando foi atingido com um tapete nas costas. Ele caiu no chão e machucou a mão. “Vieram com um tapete enrolado e acertou bem forte. Deu aquele estralo nas minhas costas. Foi maldade deles. Para mim, quem faz isso tem que ser punido mesmo”, contou Garcia. Os três estudantes tentaram fugir no carro em que estavam, mas foram seguidos por testemunhas e presos. Eles foram soltos após pagamento de fiança no sábado (12).
O motorista particular Adílson Castro de Moraes, de 31 anos, foi um dos responsáveis por não deixar que os estudantes fugissem após a ação. Ele estava parado no ponto que fica no posto onde ocorreu o crime. “Vi o carro passando com um passageiro sentado em cima da porta. Isso chamou a atenção. Vimos um objeto na mão dele, pensamos que fosse um guarda-chuva”, contou Moraes ao G1 nesta segunda. “Eles então chegaram perto do senhor, falaram ‘Seu negro!’ e bateram com o objeto. O homem caiu e eles foram embora.”
Com o que haviam acabado de ver, o motorista e seus colegas, além de seguranças que estavam no local, se dividiram para ajudar a vítima e seguir os estudantes. Moraes pegou seu carro e perseguiu os jovens até conseguir que eles parassem. Eles foram então imobilizados e a Polícia Militar chamada. “Na hora que um deles bateu os outros deram risada, comemoraram. Eles disseram que foi uma brincadeira, que não era racismo. Mas foi, sem sombra de dúvidas. Foi bem chocante, e o mais revoltante é saber que os três já estão soltos”, afirmou. Após prestar depoimento na delegacia, o motorista voltou ao posto e recebeu agradecimentos da vítima. “Ele agradeceu muito, disse que se a gente não estivesse lá, ele não poderia fazer nada.”

Outro lado

O advogado Carlos Roberto Mancini, que defende os três estudantes, disse que seus clientes negam as acusações. Para ele, o caso foi um acidente. “Está sendo apurado, não houve agressão, não houve nada disso”, afirmou. “Eles passaram, um dos meninos foi brincar, colocou o braço para fora. Ele estava com o tapete na mão, e acabou acertando nas costas do rapaz que estava passando. Eles não bateram”, disse Mancini, que também negou o racismo. “Jamais fizeram isso, são pessoas de boa índole, de boa família. Estão querendo dar essa conotação racista, mas ela é descabida.”
OBS do Blog: Desculpe a sinceridade, mas esse papo de que eles são de boa família não cola. O pessoal de "lá do Congresso" também são de boa família e isso não impediu de serem corruptos e esconderem dinheiro na cueca e nas meias. O mais triste e que isso, infelizmente, nunca dá em nada. Certamente seus pais são empresários influentes que têm a possibilidade de pagar um bom ou bons advogados que fazem de tudo para que eles não peguem uma cana, que neste caso, seriam muito justo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário