sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Integrante do AfroReggae chama policiais de 'criminosos fardados' e irrita comando da PM




DIANA BRITO

colaboração para a Folha Online, no Rio


O coordenador executivo do AfroReggae, José Júnior, cobrou nesta sexta-feira a punição dos policiais militares suspeitos de terem omitido socorro a Evandro João da Silva, 42, coordenador do grupo morto durante um assalto no último fim de semana, no centro do Rio. Em entrevista ao lado do comandante geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, Júnior se referiu aos PMs como "marginais criminosos fardados", constrangendo o comando da corporação. Júnior, porém, afirmou que o coronel prometeu acompanhar pessoalmente as investigações. "O comandante disse que terá o empenho pessoal dele nas investigações e que esses policias serão punidos exemplarmente. Queremos a punição dos criminosos, claro, mas também dos PMs", afirmou.


As declarações, entretanto, desagradaram o comandante-geral da PM, que disse que se sentiu "ofendido" e afirmou ainda que o coordenador deve se desculpar pelo que disse. "Não gostei. Não havia necessidade do José Junior ter dito 'bandidos fardados'. Tenho isso como uma ofensa, não porque os PMs cometeram o que cometeram. [...] Tenho isso como uma ofensa porque ele foi acolhido dentro do quartel general da PM, porque expressões desse tipo acabam ofendendo toda a corporação", afirmou o coronel Duarte, após a entrevista.


"Já que estou dizendo que a polícia errou, não há necessidade de uma semântica dessa dentro do quartel. [...] Ele tem todo o direito de usar palavras duras, mas nós estávamos em um momento de exibição das nossas chagas", completou. O coronel afirmou ainda que irá procurar José Junior para discutir a declaração do coordenador, e destacou que o objetivo do encontro de hoje era aproximar a Polícia Militar do AfroReggae e da sociedade. "Agora quem nos deve desculpas é ele, por ter usado essa expressão dentro do quartel", afirmou.


Violência
Silva foi morto na esquina das ruas do Ouvidor e do Carmo, na região central da cidade, quando seguia para uma casa noturna, na madrugada de domingo (18). O capitão Denis Leonard Nogueira Bizarro e o cabo Marcos de Oliveira Salles foram flagrados por câmeras de segurança liberando dois suspeitos do crime, e permaneciam até esta sexta-feira presos disciplinarmente no 13º Batalhão (Praça Tiradentes). Em depoimento à polícia, os policiais negaram ter omitido socorro à vítima, que morreu durante um assalto.
Comentário do Blog: Nós avisamos, eles vão cobrar...... e muito.

O espetáculo premiado A Descoberta das Américas faz curtíssima temporada gratuita em São Paulo

Vigor, ceticismo, humor e visão crítica: o ator Julio Adrião dá voz ao homem do povo
Temporada popular na Caixa Cultural Sé, em São Paulo, entre 22/10 a 1º/11


Júlio Adrião faz uma rápida passagem de duas semanas (de 22 de outubro a 1º de novembro de 2009) na Caixa Cultural Sé, em São Paulo, para apresentar A Descoberta das Américas, com texto original de Dario Fo, Prêmio Nobel da literatura em 1997 e com direção de Alessandra Vannucci, ambos italianos.

Estreado pela cia leões de circo pequenos empreendimentos, da qual faz parte o ator Julio Adrião, a peça acaba de voltar de Portugal onde esteve representando o Brasil no festival Mito, realizado na cidade de Oieiras. Lá foi apontado como um dos destaques da mostra, com casa lotada e aplausos ininterruptos durante dez minutos. Da cidade lusitana saiu com dois convites para 2010: o festival MindelAct em Cabo Verde e o FITEI, Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, importante encontro das artes cênicas na cidade de Porto. Segundo Adrião, ”A descoberta das Américas me levou a descobrir o Brasil e, mais recentemente, Portugal, abrindo nossas portas para Cabo Verde, Angola, Moçambique e Macau para 2010, fazendo agora o caminho de volta das grandes descobertas”.

Sinopse
Um Zé ninguém chamado Johan, rústico, malandro e fanfarrão, que se vira contando vantagens, sempre em fuga da fogueira da Inquisição, embarca em Sevilha numa das Caravelas de Cristovão Colombo. No Novo Mundo, o nosso herói sobrevive a um naufrágio, testemunha a matança, aprende a língua dos nativos, é preso, escravizado e quase engolido pelos índios antropófagos. Safa-se fazendo “milagres” com alguma técnica e uma boa dose de sorte. Venerado como Filho da Lua, ele treina e guia os índios num exército de libertação que acaba caçando os espanhóis invasores.

Concepção
Um ator só em cena, sem aparato (cenário, figurino, iluminação e até texto são reduzidos ao mínimo), atua num estado essencial, de emergência. O protagonista da Descoberta, acossado por uma cruel economia da fome que o faz engenhoso, quer sobreviver justamente para narrar sua história. Para dar vida a todos os personagens - índios, espanhóis, cavalos, galinhas, peixinhos, Jesus e Madalena - ele estabelece um pacto de cumplicidade com os espectadores. Cria com eles um código gestual, mímico e sonoro que substitui paulatinamente a fala. Cada detalhe provoca a lembrança do seguinte, como numa história contada de improviso e pela primeira vez. O desafio do ator é achar a forma, a cada noite, de jogar com a platéia e faze-la jogar junto. Jogar como? Decodificando cada imagem, cada som que o ator sugere. É o teatro em sua essência: uma ilusão de realidade que o ator projeta no espaço da cena e o público “vê”. Por isso, o espectador è indispensável nesse jogo.

Julio Adrião
Julio Adrião, 1960, é carioca, ator, produtor e diretor teatral. Formado pela CAL em 1986, trabalhou seis anos na Itália com o Teatro Potlach e outras companhias. De volta ao Brasil, em 94, dirigiu o espetáculo de circo-teatro Roda saia, gira vida do Teatro de Anônimo - Prêmio Mambembe de melhor espetáculo 1995 - e a ópera cômica O elixir de amor, de Donizetti, na escola de música da UFRJ, com direção musical de Ernani Aguiar. Integrou o trio cômico Cia. do público desde a sua formação até 2002, quando realizaram Ruzante. Nesta ocasião, criou com Sidnei Cruz e Alessandra Vannucci o núcleo de produção leões de circo pequenos empreendimentos. Em 2005, com o solo A Descoberta das Américas, de Dario Fo, ganhou o Prêmio Shell/RJ de melhor ator. Desde então foram mais de 400 apresentações, para mais de 100.000 pessoas em 20 estados brasileiros, Portugal e Itália. Em 2007, participou da minissérie Amazônia, da Rede Globo, no papel de Távora – professor de Chico Mendes criança. Em 2008 participou do Filme Verônica, de Maurício Farias, no papel do traficante Rui e, em 2009, foi convidado pela NatGeo (Inglaterra) para o papel do traficante John, na série Locked up abroad – Brazil.

Serviço
Onde: CAIXA CULTURAL SÃO PAULO - Grande Salão - Praça da Sé, 111 - São Paulo (SP) Telefone para informações: (11) 3321-4400
Quando: de 22 de outubro a 1º de novembro de 2009
Dias e horários: Quinta a sábado, 19h, Domingo: 18h
Quanto: Entrada Franca Lotação: 100 lugares
Recomendação de faixa etária: 14 anos Duração: 90 minutos
Comentário do Blog: Uma das interpretações mais impressionantes já vistas por este Blog. O ator tem a capacidade de levar o espectador em uma verdadeira viagem, contando incríveis histórias acontecidas na época das Grandes Navegações e do descobrimento da América. Quem for assistir, vai ficar pasmo em como um ator consegue prender a atenção das pessoas somente com seu talento de interpretação, sem cenário, com uma iluminação básica e sem trilha sonora.

Governador pede exoneração de Relações Públicas da PM

Fonte: Globo.com

A assessoria de imprensa do governo do estado do Rio confirmou que o governador Sérgio Cabral pediu a exoneração do major Oderlei dos Santos Alves de Souza, do cargo de relações públicas da Polícia Militar.

Cabral considerou desrespeitosa a declaração que o major deu em entrevista à Globo News na quinta-feira (22).

"Ele não se comportou como um porta-voz da instituição. Ele se comportou como advogado de defesa dos policiais. Isso eu não admito. Eu não admito porque há registros contundentes de um mal comportamento de um capitão, policiais militares. Um porta-voz da PM não pode se comportar como um advogado da corporação. Isso é um desrespeito à população. Ele não merece ser porta-voz de uma instituição Polícia Militar", declarou o governador.

O major disse que os policais militares que não socorreram e liberaram os supostos assaltantes que assassinaram o coordenador social do AfroReggae, Evandro Silva, cometeram um "desvio de conduta".

Major minimizou descaso de policiais

A Polícia Militar informou que o depoimento dos dois policiais suspeitos de desvio de conduta terminou apenas na manhã de quinta-feira (22), no Rio. Eles estão presos administrativamente no 13º BPM (Praça Tiradentes) desde a noite de quarta-feira (21). Gravações feitas por câmeras de segurança de estabelecimentos do Centro do Rio, exibidas no "Jornal da Globo" de quarta-feira (21), mostram o assalto que terminou com a morte de Evandro João da Silva, de 42 anos, coordenador do grupo AfroReggae, na madrugada de domingo (18).

O major Oderlei afirmou ainda que os policiais prestaram depoimento separaradamente. Em entrevista à Globo News, ele disse também que foi instaurado um procedimento apuratório, e que a prisão disciplinar tem o limite de 72 horas. Após esse prazo, a comandante do batalhão vai deliberar sobre a necessidade deles permanecerem presos ou ficarem em liberdade enquanto transcorre o procedimento. "Qualquer pessoa que fosse identificada na Justiça num primeiro momento não seria presa já que não houve flagrante. Somente na esfera militar é possível realizar essa prisão domiciliar. A PM está sendo rigorosa, mas não pode haver abuso", disse Oderlei. O major Oderlei afirmou também que foram pedidas as imagens sem edição que comprovariam o provável desvio de conduta dos policiais. "Já tivemos exemplos de imagens que mostravam uma coisa e era outra; não quer dizer que seja esse caso", afirmou ele.
Comentário do Blog: A bomba estourou na mão do Relações Públicas. Não podemos esquecer que um Relações Públicas reporta o posionamento de uma instituição, no caso, a PM. Portanto, o porta-voz nunca poderia emitir opiniões próprias. Na verdade não são opiniões, são posicionamentos, pautados por intermédio de reuniões com o comando da PM. Quando um RP vai para frente das câmeras, vai pautado no que a instituição pensa. Sergio Cabral que nos desculpe, mas essa demissão tem cara de quem está enxugando gelo. Mas, por outro lado, mostra que está havendo movimentação nos bastidores deste caso, o que significa um bom sinal. Mais uma vez afirmamos, é preciso ficar de olho nesse caso. Em São Paulo, por exemplo, as pessoas já esqueceram que o tiro que matou uma inocente garota durante o tumulto na favela de Heliópolis, provavelmente saiu da arma de um policial. Ninguém mais fala do assunto, nem a imprensa.

33ª Mostra Internacional de Cinema começa hoje. Filme nacional é o que não falta


Tem muita gente por aí que fala mal do cinema nacional. Estacionou sua opinião há uns 30 anos, quando o cinema brazuca não tinha um tostão para produzir,e, por esse motivo, muita gente graduada foi fazer pornochanchada para não desaparecer do mapa. Quem tinha a conta bancária mais gordinha, foi embora do país, produzir nos EUA. A 33ª Mostra Internacional de Cinema é uma grande oportunidade para atualizar-se sobre o que está sendo produzido hoje. E olha que muita coisa ficou de fora, talvez até por falta de espaço. Confira a (longa) programção e diverta-se. Confira salas e horários no site da Mostra: http://www.mostra.org/


Mostra Brasil - Perspectiva


13 MINUTOS, de Felipe Briso, Gilberto Topczewski

27 CENAS SOBRE JORGEN LETH, de Amir Labaki

BRASILA ÁRVORE DA MÚSICA, de Otávio Juliano

A CASA DE SANDRO, de Gustavo Beck

BRASILA FALTA QUE NOS MOVE, de Christiane Jatahy

BRASILÀ MARGEM DO LIXO, de Evaldo Mocarzel / BRASIL, PORTUGAL

A RAÇA SÍNTESE DE JOÃOSINHO TRINTA, de Paulo Machline, Giuliano Cedroni

ALÔ, ALÔ, TEREZINHA!, de Nelson Hoineff

ANTES QUE O MUNDO ACABE, de Ana Luiza Azevedo

BELAIR, de Noa Bressane, Bruno Safadi

BEYOND IPANEMA( BEYOND IPANEMA, BRAZILIAN WAVES IN GLOBAL MUSIC ), de Guto Barra / EUA, BRASIL

BR3 (DOCUMENTÁRIO), de Evaldo Mocarzel

BR3 (FICÇÃO), de Evaldo Mocarzel

CABEÇA A PRÊMIO, de Marco Ricca

CARO FRANCIS, de Nelson Hoineff

CONTINUAÇÃO, de Rodrigo Pinto

DOMINGOS, de Maria Ribeiro

DZI CROQUETTES, de Tatiana Issa, Raphael Alvarez

EMBARQUE IMEDIATO, de Allan Fiterman

FLÁVIO RANGEL - O TEATRO NA PALMA DA MÃO, de Paola Prestes

HOTEL ATLÂNTICO, de Suzana Amaral

INSOLAÇÃO, de Felipe Hirsch, Daniela Thomas

INVERSÃO, de Edu Felistoque

Mamonas Pra Sempre (o doc), de Claudio Kahns

MENINOS DE KICHUTE, de Luca Amberg

MORGUE STORY - SANGUE, BAIACU E QUADRINHOS, de Paulo Biscaia Filho

NATIMORTO, de Paulo Machline

NOTAS SOLTAS SOBRE UM HOMEM SÓ, de Carlos de Moura Ribeiro Mendes

O AMOR SEGUNDO B. SCHIANBERG, de Beto Brant

O PEQUENO BURGUÊS-FILOSOFIA DE VIDA( O PEQUENO BURGUÊS- FILOSOFIA DE VIDA ), de Edu Mansur, Marco Mazzola

O SOL DO MEIO-DIA, de Eliane Caffé

OS FAMOSOS E OS DUENDES DA MORTE, de Esmir Filho

OS GRACIES E O NASCIMENTO DO VALE TUDO( THE GRACIES AND THE BIRTH OF VALE TUDO ), de Victor Cesar Bota

OS INQUILINOS, de Sergio Bianchi

PAU BRASIL, de Fernando Belens

ALEMANHA PLASTIC CITY – CIDADE DE PLÁSTICO( PLASTIC CITY ), de Yu Likwai BRASIL, HONG KONG, JAPÃO

REIDY, A CONSTRUÇAO DA UTOPIA, de Ana Maria Magalhães

ROCK BRASILEIRO - HISTÓRIA EM IMAGENS, de Bernardo Palmeiro

SEM FIO, de Tiaraju Aronovich

SEQUESTRO, de Wolney Atalla

SÍNDROME DE PINOCCHIO – REFLUXO, de Thiago Moyses

SIRI-ARA, de Rosemberg Cariry

SOLO, de Ugo Giorgetti

TRAVESSIA, de João Batista de Andrade

UTOPIA E BARBÁRIE, de Silvio Tendler

VIAJO PORQUE PRECISO, VOLTO PORQUE TE AMO, de Marcelo Gomes, Karim Aïnouz


Mostra curtas e médias - Mostra Brasil


A MAIS FORTE, de Ricky Mastro

AS MALTRATADAS, de Ana Campina / EUA, PORTUGAL

BATALHA PELO XINGU( BATTLE FOR THE XINGU ), de Iara Lee

BETTY QUER MORRER, de Joeli Pimentel

CENOGRAFIA DE UMA VIDA( Cenografia de uma Vida ), de Kiko Mollica

FRÁGEIS AFETOS, de Angélica Coutinho

GODOFREDO "O INTERRUPTOR", de Eva Furnari

INSOMNE, de Marília Scharlach, Marina Magalhães

JANTAR EM FAMÍLIA, de João Villela

NEGO FUGIDO, de Cláudio Marques, Marília Hughes

O PRÍNCIPE ENCANTADO, de Sérgio Machado, Fátima Toledo

OURO BRANCO, de Elza Cataldo

OUTRA CIDADE, de Coraci Ruiz

PAREDES NUAS, de Ugo Giorgetti

PHIRO, de Gregorio Graziosi

QUASE TODO DIA, de Gandja Monteiro

REVELANDO MINHA VIDA, de Fleury da Silva de Almeida

ROMAN POLANSKI, de Alê Primo

TIKIMENTARY, de Duda Leite

VELA AO CRUCIFICADO, de Frederico Machado / BRASIL
Informação: gera união e amplia a visão


A Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena, órgão vinculado a Secretaria da Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de SP em parceria com o Conselho Estadual de Participação e do Desenvolvimento da Comunidade Negra, promovem a partir do dia 27 de outubro OFICINAS AFIRMATIVAS – módulo introdutório – com conceitos fundamentais sobre Políticas públicas, Ações afirmativas, atribuições dos Conselhos de Cidadania, planejamento, monitoramento e controle social, Organização Jurídica das Instituições Negras e Elaboração de projetos sociais para o fortalecimento institucional das Organizações e Associações negras.



O curso terá carga horária de 15 horas e será voltado para lideranças institucionais que atuam na defesa e promoção de grupos étnico-raciais, representantes de organizações do Movimento Negro, Associações Comunitárias, Associações ou Organizações não governamentais de caráter cultural, religioso, recreativo, político ou social. Palestra, debate, exposição de vídeo, estudo de casos com emissão de certificados de participação.
As oficinas acontecerão no Espaço da Cidadania, na sede da Secretaria da Justiça, todas as terças-feiras, de 27 de outubro a 24 de novembro.



PROGRAMAÇÃO



27 de Outubro - ABERTURA 1ª OFICINA AFIRMATIVA - O Papel do Estado na Promoção da Igualdade Racial: Histórico e Conceitos: Racismo, Preconceito e Discriminação - Profª Roseli de Oliveira – Coordenadora de Políticas para a População Negra e Indígena do Governo do Estado.



03 de novembro - 2ª OFICINA AFIRMATIVA : Política pública, Territorialidade, Sistema de Informação e Controle Social - Profª Roseli de Oliveira – Coordenadora de Políticas para a População Negra e Indígena do Governo do Estado.



10 de novembro - 3ª OFICINA AFIRMATIVA: - Princípios Constitucionais e Legislação Anti-racismo. Drª Eni Augusta de Paula – Assessoria jurídica da Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena do Governo do Estado.



17 de novembro - 4ª OFICINA AFIRMATIVA : Organização jurídica de Entidades negras e dos Conselhos de direitos - Drª Eni Augusta de Paula – Assessoria Jurídica da Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena do Governo do Estado.



24 de novembro - 5ª OFICINA AFIRMATIVA: Organizando as Boas Idéias: Elementos Básicos para a Elaboração de projeto. - Roberto Almeida de Oliveira – Assessoria Técnica da Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena do Governo do Estado.



INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: Data: 27/10/2009 a 24/11/2009 (todas as terças-feiras) - Horário: 14h às 17 horas Local: Patéo do Colégio, 184 - Espaço da Cidadania André Franco Montoro INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES: Tel: 11 3291.2622 – Fax: 11 3241.1790 E-mail: politicapopnegraindigena@justica.sp.gov.br

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Ministro Joaquim Barbosa vai se afastar do STF

Ministro Joaquim Barbosa: dores nas coluna

O ministro Joaquim Barbosa vai deixar o Superior Tribunal Federal. Em tempos de intrigas, mentiras, infelidade partidária, superfaturamento nos gastos de dinheiro público entre os congressistas e até a autorização para o velho e bom lobby (bom para eles...), não poderíamos ter uma notícia pior. O comando do STF por Barbosa em tempos de eleição era primordial para a ética deste processo.

Quem deve estar soltando fogos, daqueles chineses, bem coloridos e espalhafatosos, é o ministro Gilmar Mendes, que em abril desse ano, quando o caso do mensalão pegava fogo (porque dessa brasa não sai nem faísca) bateu boca com Barbosa que o acusou de "estar destruindo a credibilidade brasileira". Joaquim Barbosa disse aos colegas que deixa a corte no início de 2010. O principal motivo, segundo o ministro, são as fortes dores na coluna, que já o afastaram por meses da função de julgar. Ele mal consegue ficar sentado e costuma acompanhar os julgamentos em pé, segundo informações publicadas na última quarta-feira, dia 21/10, na coluna da Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo. Tem gente que anda dizendo que sua ausência não fará nenhuma falta entre os partidos. Alegam que no STF há outros ministros tão competentes quanto ele para conduzirem as eleições. Mas quem conhece o trabalho - e o caráter - de Barbosa, sente desde já a falta que ele irá fazer. Algumas informações sobre o ministro já foram divulgadas, mas é válido refrescar a cabeça dos internautas:


- Joaquim Barbosa e o único ministro abertamente favorável à legalização do aborto- É contra o poder do Ministério Público de arquivar inquéritos administrativamente, ou de presidir inquéritos policiais.


- Defende que se transfira a competência para julgar processos sobre trabalho escravo para a Justiça Federal.


- Defende a tese de que despachar com advogados deva ser uma exceção, e nunca uma rotina, para os ministros do Supremo.


- Restringe ao máximo seu atendimento a advogados de partes, por entender que essa liberalidade do juiz não pode favorecer a desigualdade.


- Insurge-se contra a prestação preferencial de jurisdição às partes de maior poder aquisitivo ("furar fila").

Torcemos para que Barbosa se recupere, para que a própria democracia deste país se recupere. Ela também anda com fortes dores na coluna, mas a diferença entre a democracia e o ministro é que ela não consegue ficar de pé.

Muita coisa precisa mudar daqui para frente

Foto: A Justiça é Cega, de Hamilton Rosa dos Santos
Policiais cometem crimes. São retirados das ruas e depois são julgados. Quando são. O tempo passa e fatos acontecem todos os dias, o que torna a memória do brasileiro mais curta. Todo dia tem um crime novinho em folha para ser degustado, comentado no ônibus, nas ruas, no trabalho e em casa. E tudo cai no esquecimento, misturado com o time de futebol que foi campeão ou uma nova pataquada do Congresso Nacional. Só que no caso do assassinato do coordenador do AfroReggae, Evandro João Silva, morto com um tiro durante assalto no último domingo, no Rio de Janeiro, a memória não será curta.
O AfroReggae é um dos mais combativos grupos no Brasil, formado por gente interessada em estirpar a violência das favelas, das ruas, e da sociedade. Evandro foi vítima do "monstro" que combateu durante sua permanência na terra. Um monstro que se avoluma a cada dia, assusta e intimida as pessoas de bem. Certamente vai haver fiscalização e cobrança permanente do grupo. Essa história precisa ser tirada a limpo e respostas tem de ser dadas. As imagens das câmeras de segurança revelaram que algo de muito errado aconteceu, ou muitas coisas erradas aconteceram: a omissão de socorro à Evandro, os pertences das vítimas ficaram no carro da PM (ao invés dos assaltantes), os criminosos foram liberados diante evidências gritantes de um crime. O contracenso nisso tudo é que policial não pode ter o nome divulgado. E seus rostos, ficam protegidos lá nas dependências do pelotão, durante a "prisão administrativa". Há algo de muito podre nessa história que precisa ser evidenciado, divulgado, julgado. Afinal, já que vamos sediar uma Olimpíada e uma Copa do Mundo, é preciso começar a cuidar de assuntos desta natureza com mais seriedade. Se isso não aconteceu até agora, que seja pelo menos daqui por diante.

Comandante admite erro da PM em assalto e morte de coordenador do AfroReggae

Fonte: Diana Brito, Folha Online, no Rio

O comandante-geral da PM do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, admitiu na manhã desta quinta-feira que houve falha da corporação no caso que resultou na morte de Evandro João da Silva, 42, coordenador social do grupo cultural AfroReggae. Câmeras de segurança mostram que dois homens que haviam assaltado e baleado Silva foram detidos e, em seguida, liberados por dois PMs. "A PM errou, trabalhou mal. Temos que ser maduros e profissionais suficientes para admitir o erro. É imperatuvo pedir desculpas", afirmou.

Um capitão e um cabo da PM identificados como os envolvidos no caso cumprem prisão disciplinar por 72 horas, desde a noite de ontem. Duarte afirma que a obrigação dos PMs era socorrer Silva, que ainda agonizava. "Nossa posição é de total indignação, e estamos em solidariedade com a família [da vítima]. É ruim saber que os policiais erram. Eles são preparados para agir nas situações mais difíceis, inclusive na repressão ao delito", afirmou o coronel.

Antes de liberar os ladrões, um dos PMs recolheu o tênis e a jaqueta que haviam sido roubados de Silva. "Imagens mostram, em primeiro momento, uma viatura passando próximo a uma pessoa caída. Por que os policiais não pararam para ajudar a vítima? Os policiais terão que explicar onde estão os pertences do coordenador do AfroReggae que eles pegaram com um dos criminosos", afirmou Duarte. Um inquérito militar instaurado para apurar o caso deve durar 40 dias. Caso as provas apontem a responsabilidade dos PMs, poderá ser pedida a prisão preventiva contra ambos.
Crime
Silva foi morto na esquina das ruas do Ouvidor e do Carmo, quando seguia para uma casa noturna. Antes de liberar os ladrões, um dos PMs recolheu o tênis e a jaqueta que haviam sido roubados de Silva. As peças não foram devolvidas para a família da vítima.
Segundo José Júnior, coordenador-executivo do AfroReggae, uma das câmeras registrou o momento exato em que ocorreu o assalto. Ao ser abordado, Silva reagiu, tentou dominar os ladrões e acabou levando um tiro de revólver calibre 38 na barriga. Minutos depois, um carro da Polícia Militar passou pelo local, mas os policiais não prestaram socorro. Em seguida, outros PMs detiveram os dois homens que haviam praticado o crime e que ainda estavam próximos ao local do assalto.

As imagens mostram que um PM recolheu o tênis e a jaqueta que haviam sido roubados de Silva. Depois, um dos assaltantes é liberado. O outro continua detido pela dupla, mas depois some das imagens.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Exposição PICHA chega ao Brasil e destaca universo das Histórias em Quadrinhos africanas



O Museu Afro Brasil traz de 15 de outubro a 08 de novembro a exposição "Picha", que reúne obras de artistas de 16 países do Continente Africano, além de originais de desenhos, álbuns, revistas , publicações e um importante banco de dados com informações sobre desenhistas, chargistas e caricaturistas. Além dos artistas africanos, participam da mostra o norte-americano David Brown, que virá ao Brasil especialmente para participar da programação do evento e o cartunista brasileiro e co-curador da exposição, Maurício Pestana, apresentando semelhanças e diferenças dos desenhos afro-descendentes destes dois países, junto com seus pares na África. A curadoria é da professora e pesquisadora de Histórias em Quadrinhos, Dra. Sonia M. Bibe Luyten.


No dia 14, às 20h, no auditório do Museu Afro Brasil, haverá abertura com uma Mesa de Debate sobre o tema da exposição, com as presenças de David Brown, Maurício Pestana e do pesquisador Nobuyoshi Chinen, da Universidade de São Paulo (USP), contando com a mediação de Sonia Luyten. Capacidade 150 pessoas.
Serviço
MUSEU AFRO BRASIL
Rua Pedro Álvares Cabral, s/nº
Pavilhão Manoel da Nóbrega
Parque do Ibirapuera, portão 10
São Paulo - ENTRADA FRANCA
Telefones: 5579-8542 / 5579-7716 / 5579-6399
O Museu funciona todos os dias, exceto às 2ªs feiras
Horário de atendimento:Público espontâneo: das 10h às 17h
Visitas agendadas: das 10h às 17h

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

CandoCo Dance Company se apresenta em SP. Cia. é pioneira mundial na inclusão de bailarinos com e sem deficiência


A CandoCo Dance Company, companhia de dança contemporânea do Reino Unido, dirigida por Pedro Machado, filho de brasileiros e por Stine Nilsen, se apresenta na cidade de São Paulo, no Teatro Alfa, nos dias 7, 8 e 9 de outubro de 2009.
Em 7 e 8 de outubro, a companhia estréia duas coreografias que reúnem no palco sete bailarinos, com e sem deficiência, em performances impactantes e cheias de energia. Além disso, alinhado com sua forte vertente educacional, a CandoCo fará uma exibição gratuita, dia 9 de outubro, aberta apenas para instituições e ONGs que atendem pessoas com deficiência. Nesse dia, a produção do evento oferecerá sistemas de áudio-descrição (para os deficientes visuais) e tradução para Libras (para os deficientes auditivos), demonstrando os cuidados e detalhes que estão sendo providenciados para atender o público dessa apresentação.


A CandoCo estréia, no Teatro Alfa, o espetáculo The Perfect Human, coreografado por Hofesh Shechter, que questiona nossa constante busca pela perfeição. De forma ousada e inquietante, a encenação conta com trilha sonora pulsante, na qual a mistura de tambores rítmicos à música lírica embala o implacável movimento dos bailarinos. Hofesh Shechter é um consagrado coreógrafo, que se formou na Academia de Dança e Música de Jerusalém, sua cidade natal, antes de se mudar para Tel Aviv para se juntar à mundialmente renomada Companhia de Dança Batsheva, onde trabalhou com o diretor artístico Ohad Naharin.


O segundo espetáculo da noite é o inusitado Still, de Nigel Charnock, que, usufruindo de sua mistura única de ironia mórbida, entretenimento forte e humor negro, leva a platéia para um mundo de amor, desejo e obsessões. O coreógrafo a classifica como uma peça caótica, excitante e engraçada sobre amor e perda. Nigel tem uma linha de shows internacionalmente aclamados e foi o diretor artístico da Helsinki Dance Company de 2002 a 2005. Ele é bem conhecido por suas apresentações solo, incluindo Human Being, Hell Bent, Original Sin e Resurrection.


CandoCo Dance Company


Desde sua criação, em 1991, a CandoCo apresentou uma nova linguagem de dança que surpreende e inspira, desafiando as convenções e resultando em um trabalho de extrema capacidade física e emoção expressiva. A companhia já trabalhou com coreógrafos de renome internacional, como Siobhan Davies, Darshan Singh - Buller (Phoenix Dance), Stephen Petronio e Javier de Frutos, e fez turnês em mais de 50 países, ganhando diversos prêmios pela sua apresentação e trabalho educacional, sendo aclamada pela imprensa, público e colegas nos mundos da dança e educação. Composta por bailarinos com e sem deficiência, se tornou a principal companhia de dança contemporânea do Reino Unido. Ela é formada por sete bailarinos profissionalmente treinados, que vêm de todos os cantos do mundo, incluindo Austrália, EUA, Suíça e o Reino Unido, unindo portadores a não-portadores de deficiência em um mesmo palco.

Pedro Machado
Filho da escritora brasileira Ana Maria Machado, Pedro Machado, radicado na Inglaterra há 18 anos, integra a equipe da CandoCo Dance Company há nove como intérprete e professor. Ele dirigiu dois curta-metragens para a companhia como parte do projeto educacional “Spaces Between” e, em abril de 2007, assumiu a Direção Artística do grupo juntamente com Stine Nilsen.

Espetáculos
Apresentações para o público
Dias 7 e 8 de outubro de 2009
Teatro Alfa - Horário: 21h - Ingressos: R$ 30,00 e R$ 60,00 com venda de meia entrada Classificação etária: 16 anos Duração: 100 minutos, com intervalo

Apresentações ONGS, instituições e escolas públicas
Dia 9 de outubro de 2009
Teatro Alfa - Horário: 15h - Entrada gratuita mediante inscrição prévia pelo e-mail: candoco@doblecom.com.br Classificação etária: 16 anos Duração: 100 minutos, com intervalo

Teatro Alfa / Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 - Santo Amaro - próximo à Ponte Transamérica/ Horário: 21h (em 7 e 8 de outubro) / Ingressos: R$ 30,00 e R$ 60,00 com venda de meia-entrada / Classificação etária: 16 anos / Vendas de Ingresso: 11 5693.4000
Centro Cultural São Paulo - CCSP / Rua Vergueiro, 1.000 - Estação Vergueiro do Metrô / Vagas limitadas / Gratuito / Informações: 11 3397.4042

O mar vermelho da Dinamarca



Este texto foi enviando por uma parceira do blog. Se você já se indignou com o assassinato dos filhotes de foca na Antártida, não vai dormir à noite com essa história.


"O mar se tinge de vermelho, entretanto não é devido aos efeitos climáticos da natureza. Se deve a crueldade com que os seres humanos (ser civilizado) matam centenas dos famosos e inteligentíssimos golfinhos Calderon. Isso acontece ano após ano na Ilha Feroe na Dinamarca. Deste massacre participam principalmente jovens. Por que? Para demonstrar que estes mesmos jovens já chegaram a uma idade adulta, estão maduros . Em tal celebração, nada falta para a diversão. TODOS PARTICIPAM DE UMA MANEIRA OU DE OUTRA, matando ou vendo a crueldade “apoiando-a como espectador”. Cabe mencionar que o golfinho Calderon, como quase todas as outras espécies de golfinhos, se aproxima do homem unicamente para interagir e brincar em gesto de pura amizade. Eles não morrem instantaneamente, são cortados uma ou duas vezes com ganchos grossos.

Os golfinhos produzem um som estridente bem parecido ao choro de um recém-nascido. Mas sofre e não há compaixão até que este dócil ser se sangra lentamente e sofra com feridas enormes até perder a consciência e morrer no seu próprio sangue. Finalmente estes "heróis" da ilha, agora são adultos racionais e direitos, já demonstraram sua maturidade."