terça-feira, 4 de agosto de 2009

O morto-vivo da terra dos que nunca foram


Depois de ver um bate-boca pífio entre o Pedro Simon e o Collor de Melo, só nos resta rir. Rir até chorar. É tão ridículo, tão banal, ver esses homens (?!) que se tratam por “vossa excelência”, quebrando o pau - não por questões justas e de abrangêcia nacional, mas por seus próprios interesses políticos – e por algo que poderia ser facilmente resolvido, caso o Sr. Sarney largasse o osso e deixasse de se comportar como criança que não quer ir embora nem com reza brava do parque de diversões.
Custeados pela nossa grana, que sai suada do nosso bolso todo mês, dão sérias demonstrações de que o Congresso mais parece uma daquelas mesas redondas em programa esportivo de domingo. Aí, culpa-se fulano, cicrano, beltrano... mas no fundo no fundo a culpa é do povo, que permite ter suas calças arriadas em público e não faz absolutamente nada. Assistem a essas cenas na TV e até esboçam alguma reação durante o noticiário, entre uma garfada e outra. Mas logo esquecem de tudo - como se passassem uma borracha - após o começo da novela. E na próxima eleição, reclamarão do horário político e, na votação, colocarão os mesmos caras para nos representar. Inclusive Elle, um morto-vivo, da terra dos que nunca foram.

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