segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Lucidez de Suplicy irrita Sarney


O Congresso Nacional virou o quintal do Sarney. Nesta segunda-feira, ele teve a coragem (ou seria cara-de-pau?) de subir à tribuna do plenário e falar durante – pasmem – 40 minutos sobre o centenário da morte do escritor Euclides da Cunha. Para ele, está tudo bem, tudo tranqüilo. Em entrevista a Globonews, disse ao jornalista Carlos Monforte que vai até o fim do seu mandado. É de dar medo. A ladainha (longe de desmerecer Euclides da Cunha, mas o discurso foi totalmente fora de hora) só foi interrompida por uma das poucas pessoas que apresentam juízo e sanidade naquele Congresso, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que ressaltou, com todo o louvor, que a situação no quintal, ou melhor, no Congresso, ainda não estava resolvida. "Essa não é a solução que o Brasil espera e precisa. A situação do Senado não está tranquila, não está resolvida", disse Suplicy. "As pessoas desejam explicações, as dúvidas das representações precisam ser dirimidas. Eu mesmo ouvi suas explicações e fiquei com muitas dúvidas", disse.

Suplicy é um cara que escuta a voz que vem das ruas e que respeita quem votou acreditando em seu trabalho. Outro dia, lá estava ele fazendo Cooper em um dia da semana, em São Paulo, esquina da Av. Rebouças, com a Av. Faria Lima, falando ao celular e respondendo aos acenos do povo que passava nos ônibus e gritava “fala aê Suplicy!”. Cena inusitada e difícil de se repetir com outros políticos, que ficam encastelados em seus escritórios e cercados por seus assessores.

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