terça-feira, 11 de agosto de 2009

Baile do Simonal anima noite carioca


Morto em 2000, o polêmico Wilson Simonal deixou seu legado com os filhos Max de Castro e Simoninha, que fazem questão de relembrar a vida e carreira do pai em diversos projetos. Após o sucesso do documentário “Ninguém sabe o Duro que Dei”, dirigido pelo humorista do Casseta & Planeta Cláudio Manoel, além de Micael Langer e Calvito Leal, a bola da vez é a gravação de um CD e DVD.

O trabalho terá a participação de diversos artistas e acontece hoje, 11 de agosto, no Rio de Janeiro. O evento que dá origem ao disco é o Baile do Simonal, com discotecagem do DJ Corello e participação de nomes que vão de Ed Motta e Maria Rita a Marcelo D2. “Este ano é importante para o Simonal, com o filme entre os mais vistos, e o público está buscando a música dele. Faz também 40 anos do show histórico no Maracanãzinho, numa época onde as pessoas começaram a mudar seu comportamento nos shows. Os artistas que escolhemos deveriam manter alguma relação com o Simonal, mas de gerações diferentes. Escolhemos alguns com afinidade maior e outros com menor”, conta Simoninha.

O palco do Vivo Rio vai receber Ed Motta interpretando uma versão com mais jazz de ‘Lobo Bobo’, enquanto Samuel Rosa canta ‘Carango’, Maria Rita fica com ‘Que Maravilha’, Mart’nália traz ‘Mamãe passou açúcar em mim’ e Marcelo D2 canta ‘Nem vem que não tem’. ‘Remelexo’ fica com o próprio autor, Caetano Veloso, já ‘Meia Volta Ana Cristina’ é interpretada por Rogério Flausino, ‘Vesti Azul’ por Roberto Frejat e ‘Mustang cor de sangue’ pelos Paralamas do Sucesso. Tem ainda Orquestra Imperial (Terezinha), Sandra de Sá (Balanço Zona Sul), Exaltasamba (Na ganha do cajueiro), Alexandre Pires (Sá Marina), Seu Jorge (País Tropical) e Diogo Nogueira (Está chegando a hora). Lulu Santos não comparece ao Baile por causa de sua agenda, mas gravará uma participação no DVD com "Zazueira".

“Tem ainda dois livros, discos inéditos, uma compilação da Universal, entre muitos outros projetos que serão lançados para homenagear Simonal. O documentário teve uma sessão em Nova York que arrebentou, o pessoal aplaudiu de pé”, completa Simoninha, dizendo ainda que o resgate artístico é muito bom para o Brasil e essa redescoberta do Simonal é essencial para a música. “O Simonal ia da sofisticação ao popular e é muito difícil ver isso hoje”, diz.

Simonal apareceu nos anos 60 e fez grande sucesso, até que acusações de ser informante do Dops, em 1971, fizeram com que caísse no ostracismo. Agora, não apenas o Baile do Simonal, como o documentário e outros materiais que estão chegando querem trazer de volta essa importante figura da música brasileira. “Achei o documentário muito bom, eles foram muito corajosos. Há muito tempo, houve um tabu sobre essa história e eles fizeram esse projeto por oito anos. Trabalharam com muito afinco, mas o sucesso da obra fala por si só”, finaliza Simonal.

Serviço: Baile do Simonal - Gravação de CD/DVDDia 11 de agosto (terça-feira), 21h.Preços:- Inteira R$ 40,00 - meia R$ 20,00 (pista)- Inteira R$ 60,00 - meia R$ 30,00 (camarotes e frisas)Abertura da Casa - 19h30minVivo Rio

(Fonte: MTV)

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