sexta-feira, 26 de junho de 2009

A imagem que fica


Meu filho Vítor tem sete anos de idade. Assíduo tocador de tambor que é e participante ativo do projeto Meninos do Morumbi, "colou" os olhos no computador quando mostrei, pela primeira vez, um vídeo de Michael Jackson dançando e cantando, aos 9 anos de idade. A cada giro de corpo, a cada acorde e falsete naquela voz ainda infantil, disparando "ABC", sentia que vibrava por dentro, apesar do ar meio distante característico de geminiano. Por um momento, pegou seu carrinho e começou a brincar no chão do quarto. Achei que havia perdido o interesse, coisa bem característica de alguém com sua idade. Dei o stop e ouvi um sonoro "ahhhh, porque você tirou!". Bingo. O mesmo fascínio que arrebatou milhões de apreciadores de música - seja branco, negro, latino, amarelo ou de júpter, havia tomado de assalto o gosto musical do pequeno. Hoje, horas após a morte do "Rei do Pop", ainda não conversei com meu filho. E sinceramente não sei como vai reagir, se com tristeza ou perplexidade. É realmente uma pena que ele o tenha conhecido por tão pouco tempo. Mas como o tempo é relativo, o senhor de todas as coisas, tenho certeza que daqui 20 anos ele ainda vai se recordar de Jackson, ouví-lo e, quem sabe, mostrar para o seu filho, o quanto aquele garoto dançava e cantava, apesar da pouca idade, e o quanto a força de sua arte prendia a atenção das pessoas e tinha uma incrível capacidade de se perpetuar através dos tempos.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

África em Nós é tema de campanha fotográfica

Com curadoria do fotógrafo Walter Firmo, ação da Secretaria de Estado da Cultura selecionará fotografias sobre a presença africana na cultura brasileira; as 100 melhores fotos serão publicadas em um livro e farão parte de uma exposição no Mês da Consciência Negra, celebrado em novembro .

A Secretaria de Estado da Cultura lança este mês a Campanha Fotográfica África em Nós. Aberta a amadores, fotógrafos profissionais e estudantes, a ação convoca a população paulista a mostrar, por intermédio da fotografia, a influência africana no cotidiano do povo brasileiro.

As 100 melhores fotos, escolhidas por uma comissão julgadora liderada por Walter Firmo – premiado fotógrafo brasileiro que deu início à sua trajetória profissional em 1957, no jornal “Última Hora”, e sempre se dedicou a imagens com temática social –, serão publicadas em um livro/catálogo e vão também integrar uma exposição, dentro da programação cultural do Mês da Consciência Negra, celebrado em novembro.

Serão aceitas imagens em qualquer formato, tamanho e mídia entre 9 de junho a 15 de setembro. Cada participante pode mandar até 10 fotos para o site da campanha www.africaemnos.com.br, junto com o termo de autorização de uso de imagem. Já as fotos em papel devem ser encaminhadas para a Caixa Postal 13888, CEP: 01216-970, São Paulo/SP.

Para o Secretário de Estado da Cultura, João Sayad, a ação vai valorizar a importância da herança africana para os brasileiros. “Ao enviar suas fotos, os participantes vão demonstrar como essa cultura está presente e faz parte do nosso dia-a-dia”, explica. Todas as fotografias enviadas à Secretaria ficarão expostas no site da campanha e, após o encerramento do prazo, serão avaliadas pela curadoria da campanha, com apoio da Assessoria de Cultura para Gêneros e Etnias da Secretaria de Estado da Cultura. Para a seleção das melhores fotos, serão utilizados critérios como: concordância com o tema definido na campanha; criatividade; originalidade; estética; qualidade fotográfica (técnica); relevância da mensagem de prevenção e qualidade informativa.

“Esta é a chance de mostrarmos toda a nossa diversidade, valorizar a nossa herança africana e todas as outras que hoje estão junto a ela”, afirma Leandro Rosa, assessor de Cultura para Gêneros e Etnias da Secretaria. “Acho que esta campanha é um grande exercício, e esperamos receber cerca de 50 mil fotos”, diz.

Para divulgar a campanha, a SEC distribuirá 30 mil cartazes, ilustrados com fotos de autoria de Walter Firmo, além de 200 mil folders que trazem o regulamento da campanha e a ficha de inscrição para o envio de fotos pelo Correios. As peças serão distribuídas em diversos pontos da capital, como estações do Metrô e CPTM, agências do Poupatempo, museus, Sabesp, Secretaria de Estado da Saúde, da Fazenda e Educação, EMTU, unidades do PROCON e agências da Nossa Caixa e do Acessa SP. Outra novidade na campanha deste ano é a proposta de interatividade. O site www.africaemnos.com.br terá uma construção evolutiva, apresentando novidades e funcionalidades ao longo da ação. Ao entrar na página, o internauta poderá se atualizar sobre a campanha e conferir notícias sobre Brasil e África no “Blog Baobá”. Além disso, a campanha será divulgada em diversas comunidades sociais da Internet, como Twitter, Orkut, Flicker entre outros.

“Participar da campanha África em Nós significa que eu vou semear aquilo que o meu trabalho mostrou ao longo desses anos, que nada mais é do que apresentar a África no Brasil. Essa campanha é o reencontro do que somos, todos os brasileiros são marcados pela africanidade – seja na música, na gastronomia, no jeito alegre de ser. Cada um tem uma África dentro de si. E o mais importante é que todos podem participar dessa campanha, independente da cor dos olhos ou do quanto liso é o seu cabelo. Buscamos o congraçamento, a aglutinação de todos os brasileiros em torno do tema”, finaliza o curador da campanha, Walter Firmo.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

BNegão e os Seletores de Frequência invadem Sampa


O rapper BNegão invade novamente as terras paulistanas. E não está sozinho. Desembarca acompanhado dos Seletores de Frequência para uma apresentação no Studio SP. O grupo já realizou turnês no exterior, com participações em festivais europeus, e promove uma fusão de dub, hip-hop, jazz, funk setentista, ragga, samba e miami bass. O show acontece no sábado, dia 6 de junho, à 1h. Imperdível.

Serviço

BNegão e os Seletores de Frequência
Studio SP – r. Augusta 591, Cerqueira Cesar
www.studiosp.org
Preço: R$ 25,00

quinta-feira, 4 de junho de 2009

MNU realiza Congresso


O Movimento Negro Unificado realiza no próximo dia 10 de junho, às 19h, a abertura do XVI Congresso Nacional do MNU. O MNU é símbolo de lutas (eternas) como: o fim da discriminação racial no trabalho, pela educação voltada para o interesse do povo negro e de todos os oprimidos, ações contra o fim da manipulação política da cultura negra, fim da violência racial nos meios de comunicação e também da violência policial. O movimento surgiu em 18 de junho de 1978 e foi a primeira organização a realizar um ato público no centro da cidade de São Paulo na época da ditadura militar.

Outro mérito do MNU é ser pioneiro no trabalho com Remanescentes de Quilombos, durante o final dos anos de 1980, no Cafundó, na região de Sorocaba, com os Calungas em Goiás, entre outros. Durante o XVI Congresso, serão debatidos temas como a Reparação Histórica e Projeto Político do Povo Negro Para o Brasil.O evento acontece na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo – Auditório Franco Montoro.Av. Pedro Álvares Cabral, 201 – Andar Monumental.

Celebre a Cultura Popular no Arraiá da Preta


A Pílula de Cultura Feira Preta edição especial realiza no dia 7 de junho o “Arraiá da Preta – Celebrando a Cultura Popular”, uma proposta colaborativa dedicada à Cultura Caipira e Afro-Brasileira. O evento, que acontece na Casa das Caldeiras, é uma miscelânea de diferentes vertentes artísticas, proporcionando um intercâmbio e reflexão sobre a cultura popular através de uma tradicional festa junina com exibição de filmes, comidas típicas, aulas de forró, oficina de motivos juninos e brincadeiras juninas. Uma programação caprichada em homenagem aos dias de Santo Antônio, São João, São Pedro e as crendices populares.


O evento propõe uma reflexão sobre a influência da cultura e crendices populares no nosso dia-a-dia e o público será convidado a interagir com as performances improvisadas, embasadas pelo tema Cultura Popular Tradicional. De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal). Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Todos os elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas.

Programação:
Exibição dos Filmes Feiticeiros da Palavra e No Repique do Tambu (Acervo da Associação Cachuera)


Exibição do Filme Versificando (13 Produções)


Monitoria em torno da Casa das Caldeiras (Patrimônio Histórico)


Espaço recreativo infantil e Oficina de tecidos afro e motivos juninos com o artista plástico Jaergenton


Aulas de forró com o professor Emerson Nascimento da Ação Comunitária Tiradentes


Expositores da Feira Preta


Intervenção Musical: A DJ Evelyn dá uma nova roupagem para os forrós tradicionais de Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, Domiguinhos entre outros nomes do forró pé-de-serra


Intervenção Musical: O cantor Costa Senna e seu grupo Unirversos apresentam o show: Diversidade Humana com cantigas, rimas e versos. Um Espetáculo Lítero-Musical


Brincadeiras: Momento dedicado a reviver as animadas brincadeiras juninas que remetem à infância como Correio Elegante, Quebra-panela, Corrida de Saco, Maçã na Tina de Água, Dança da Laranja e outras.


Comidas e bebidas gostosas.

Serviço:
“Arraiá da Preta – Celebrando a Cultura Popular”
07 de Junho 2009 - 16:00 às 21:30 - Entrada Franca
Casa das Caldeiras - Avenida Francisco Matarazzo, nº 2000 - Água Branca - São Paulo

Realização: Pretamultimidia, Parceria: Casa das Caldeiras, e Apoio: Proac - Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo e Governo de São Paulo e Centro Cultural da Espanha em SP, AECID, Embaixada da Espanha no Brasil.
Tel: Pretainfo (11) 3031-2374 E-mail: feirapreta@uol.com.br