terça-feira, 12 de maio de 2009

Obras de Mestre Didi estão no Museu Afro


Na próxima quarta-feira, dia 13 de maio, data em que a comunidade Afro-descendente comemora 121 anos da abolição da escravatura, o Museu Afro Brasil, do guerreiro Emanuel Araújo, inaugura a exposição “Deoscorodes Maximiliano dos Santos - O Escultor do Sagrado”. Popularmente conhecido como o Mestre Didi, é artista plástico, escultor, ensaísta, curador é sumo sacerdote do culto aos ancestrais Egungun. Iniciado na arte desde os 8 anos de idade, seu trabalho concentra-se nos elementos naturais da cultura afro, como as contas, búzios, renda de couro e folhas de palmeira, elementos inspiradas nas lendas, objetos de culto aos orixás e mitos.


Nascido em 1917, é filho de Maria Bibiana do Espírito Santo, a Mãe Senhora e Arsenio dos Santos, pertencente a elite dos alfaiates baianos no começo do século. Mãe Senhora era uma típica descendente da família Asipa, originária de Oyo e Ketu, cidades relevantes do império Yoruba, na antiga África.


Após um juramente, Mestre Didi não fala em público sobre os segredos dos mitos e as tradições ancestrais, mas como o fazer artístico também é um sacerdócio, ele ilumina as mentes e os corações por intermédio de suas esculturas, integrantes de importantes acervos, como o Museu Picasso, em Paris e no MAM de Salvador e Rio de Janeiro, além de diversos museus espalhados pelo mundo.

Iniciou na escultura fazendo entalhes em madeira. Mais tarde surgiram os “exus”, todos esculpidos em cimento e barro. A literatura teve início com o Yorubá Tal Qual se Fala – o prefácio e as ilustrações eram de mais dois mestres Jorge Amado e Carybé.



Serviço

Exposição “Deoscorodes Maximiliano dos Santos - O Escultor do Sagrado”

Abertura - Quarta-feira, dia 13 de maio, às 19h

Museu Afro Brasil - Parque do Ibirapuera, Portão 10

Tel: (11) 5579-0593

Terça a domingo, das 10h às 17h

Entrada Franca

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