sexta-feira, 24 de abril de 2009

Aqui não tem subserviência!!!


Após ríspido bate-boca com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, o ministro do STF Joaquim Barbosa ainda não saiu da pauta. Mais de 20 comunidades do Orkut são favoráveis a sua atitude. Juntos, somam mais de 4 mil membros, que deixaram suas manifestações favoráveis ao ministro. Alguns internautas chegam a sugerí-lo como nome para campanha presidencial de 2010 ou até mesmo tratando-o como herói. Mas as ideias de Barbosa sempre tiveram impacto, revelando sua forte personalidade. A coragem incondicional com que se posiciona manifesta-se em diversas questões:

- Joaquim Barbosa e o único ministro abertamente favorável à legalização do aborto
- É contra o poder do Ministério Público de arquivar inquéritos administrativamente, ou de presidir inquéritos policiais.
- Defende que se transfira a competência para julgar processos sobre trabalho escravo para a Justiça Federal.
- Defende a tese de que despachar com advogados deva ser uma exceção, e nunca uma rotina, para os ministros do Supremo.
- Restringe ao máximo seu atendimento a advogados de partes, por entender que essa liberalidade do juiz não pode favorecer a desigualdade.
- Insurge-se contra a prestação preferencial de jurisdição às partes de maior poder aquisitivo ("furar fila").

São posicionamentos que causaram a antipatia dos advogados de certas elites, perigosamente acostumados com as a receptividade e a abertura de portas através do "peso" de seus nomes. Quem ainda não entendeu o homem que peitou a arrôgancia e não escorrega no lodo do poder pode entendê-lo por ele mesmo através de uma frase: "Enganaram-se os que pensavam que o Supremo Tribunal Federal iria ter um negro submisso, subserviente", ao comentar os desentendimentos com alguns de seus pares - como Marco Aurélio, o próprio Gilmar Mendes e Eros Grau, sobre a liberação de um preso envolvido na Operação Satiagraha. Ele atribui os atritos à defesa que faz de "princípios caros à sociedade", como o combate à corrupção. Barbosa também entrou em choque com ministros tidos como "liberais" em julgamentos da Operação Anaconda e ganhou notoriedade popular como relator do inquérito do mensalão.

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