quinta-feira, 30 de abril de 2009

Pílula de Cultura Feira Preta comemora os 121 anos da Abolição da Escravatura

A Fnac Pinheiros e a Casa das Caldeiras se preparam para receber as Pílulas de Cultura Feira Preta. Com uma proposta colaborativa, a Pílula de Cultura Feira Preta realiza uma edição dedicada a Abolição da Escravatura. Com o tema "121 Anos do que?", a miscelânea de diferentes vertentes artísticas proporciona o intercâmbio e a reflexão sobre a cultura negra hoje, passado os 121 anos de libertação dos escravos.

O evento está programado para os dias 03 de Maio (domingo), na Casa das Caldeiras e 13 de Maio (quarta-feira) na Fnac Pinheiros. Promovida pela Pretamultimidia em parceria com a Casa das Caldeiras, Fnac e o projeto Trusty, a edição do evento reafirma a reflexão sobre "Qual É O Espaço da Cultura Negra Hoje", trazendo intervenções culturais contemporâneas afro-brasileiras. O evento é organizado por Adriana Barbosa, Casa das Caldeiras e o coletivo Trusty. Em 2009, a abolição da escravatura no Brasil completa 121 anos. O Brasil foi o último país nas Américas a extinguir a escravidão.

Descrição dos eventos

A programação da Casa das Caldeiras terá uma programação especial, para refletirmos sobre a abolição. A programação abrigará intervenções de literatura, exibição do curta "Dê sua ideia, Debata". Em Novembro de 2007 algumas pessoas que militam no movimento negro, foram convidadas a darem suas ideias de bata sobre Afrocentrismo, Diáspora Africana, Classificação Racial e outros temas atrelados sobre debate de relações raciais. As integrantes da Odun Formações & Produção colheram os depoimentos, vestiram suas batas e durante o ano de 2008 trabalharam da finalização do documentário.

O público será convidado a interagir com a roda e performances improvisadas juntamente com o bate papo, tendo como tema 121 Anos do que? Exposição de fotos e artes plásticas, oficinas de tecidos africanos com Jaergenton, e tambores com o percussionista Zé Benedito.

E para finalizar o domingão cultural, o coletivo multimídia Trusty apresenta o projeto "Ha Ha Ragga", com o intuito de implantar uma nova cara as festas de Reggae Music que acontecem no momento, aqui e também no mundo inteiro. Dancehall é um estilo inovador, popular na Jamaica que nasceu no fim dos anos 70. O estilo moderno do dancehall é híbrido e caracteriza um DJ ou um "MC-jay" que canta e produz as próprias batidas com colagens de reggae ou com recursos musicais originais. E para essa edição do dia 03 de Maio , em combinação perfeita na Casa das Caldeiras, os projetos residentes Pílulas de Cultura e Trusty, promovem o primeiro Festival de Dancehall do Brasil, com o melhor do Ragga ao vivo com a Banda Q.G Imperial com participação de Arcanjo Ras - Pump Killa - Jimmy Luv - Sambatuh & Lei Di Daí. E ainda, Poetiza, Flai Thunda, Lyson Fire, Raggademente (Brasilia), Victor Binghi I (Rio de Janeiro), Alien Man. Acompanhados pelos Selectas: Lord C. Lecte r, Chars inDUBtavel e M.ATTA.


Dia: 03 de Maio 2009 - Horário: 16:00 às 21: 30
Local: Av. Francisco Matarazzo, 2000 - Barra Funda

A programação da Fnac Pinheiros abrigará intervenções de literatura, leitura de Poemas do Selo Quilombhoje, exibição do curta Laroyê (Rogério Pixote), dedicado ao Orixá Africano Exú
(Exu é o Orixá da comunicação e do movimento), o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé. Também integram o evento uma roda de conversa, tendo como tema Culturas e Dramaturgia Negra na Periferia de São Paulo, com a presença de integrantes do Umojá. Para finalizar, intervenção com o Grupo Umojá apresentando musicas e danças das culturas afro brasileiras: Cirandas, Cocos, Afoxés, Maracatus e Sambas. grupo que trabalha linguagens artísticas, com ênfase nas culturas afro-brasileiras e nos seus aspectos híbridos, danças dramáticas populares e musicalidades: cocos, maracatus, sambas rural, de roda, de viola, de partido alto, cirandas e afoxés. Umoja na língua africana Swahili, falada na costa oeste da África significa UNIDADE.

O público será convidado a interagir com a roda e performances improvisadas juntamente com os dançarinos e músicos. Ao todo são 13 integrantes autodidatas, pesquisadores universitários, artistas em processo de formação, atores, bailarinos, músicos, figurinistas, e produtores, identificados com o universo das culturas populares e afro-brasileiras.

Dia: 13 de Maio/2009 - Horário: das 19:00 às 21:00
Local: Fnac Pinheiros: Av. Pedroso de Moraes, esquina coma Praça Omaguas


O Projeto Pílulas de Cultura Feira Preta, faz parte do projeto "Feira Cultural Preta", cuja proposta é possibilitar o público a descobrir a riqueza cultural que o povo africano deixou de herança para o Brasil através das mais diversas manifestações artísticas culturais. A Feira Preta hoje é um movimento cultural que promove a cultura popular negra brasileira, de forma contemporânea e procurando respeitar a tradição. A realização é da Pretamultimidia, com parceria da Casa das Caldeiras e apoio do Proac - Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo e Governo de São Paulo.

Maiores informações pelo telefone Pretainfo (11) 3031-2374 e feirapreta@uol.com.br

sábado, 25 de abril de 2009

Bahia tem grande exposição de Carybé


O artista argentino Carybé, compadre de longa data de Jorge Amado, também teve um olhar aguçado para o Brasil. Saiu de seu país para conhecer de o universo descrito por Jorge Amado em seus livros. E se apaixonou. Em agosto de 1938, Hector Julio Paride Bernabó, mais conhecido como Carybé, desembarcou em Salvador pela primeira vez. E os 70 anos em que permaneceu no Brasil foi de uma produção artística brilhante e inspiradora. Desde a última sexta-feira, 24 de abril, o Museu de Arte Moderna da Bahia expõe 200 obras do artista.

“A exposição mostra toda a trajetória dele, do nascimento até a morte”, explica Solange Bernabó, filha do artista e coordenadora da mostra. Entre as obras, pinturas com cores vibrantes que retratam o traço inconfundível do artista e esculturas em madeira celebrando a admiração de Carybé pelos orixás, com destaque para Oxóssi. Na exposição também estão peças do artista que nunca foram expostas. Entre elas estão principalmente anotações e esboços feitos em cadernos de viagem e a obra Sumaúma, quadro que Carybé deixou por concluir. “Meu pai deixou várias obras inacabadas, porque ele trabalhava em várias ao mesmo tempo. Esta, para muitas pessoas que olham, está pronta. Mas ele só considerava o trabalho acabado quando assinava”, ressalva a filha. Publicações ilustradas por Carybé que nunca foram editadas no Brasil estão presentes na exposição, além de trechos de textos dele próprio e de escritores como Mário de Andrade, Vincius de Moraes e Rubem Braga. Carybé transitava além das artes plásticas. O público pode conferir figurinos e cenários de peças e filmes. Entre eles estão Capeta Carybé, Carybé – Frente a Frente e o O Cangaceiro e Vadiação.

Evento: Exposição Carybé
Local: Saladearte do Museu de Arte Moderna da Bahia, Avenida Contorno, s/n, Solar do Unhão
Aberta ao público a partir desta sexta, 24. Terça a domingo, das 13h às 19h. Até 31 de maio
Ingresso: Entrada gratuita
Informações: (71) 3117-6141

O olhar de Pierre Verger


Saiu o primeiro lançamento da coleção Fotógrafos Viajantes, da editora Terra Virgem, projeto que tem o objetivo de mostrar, a cada volume, um ícone da fotografia nacional. "Pierre Verger - Fotografias Para Não Esquecer" apresenta imagens em preto e branco feitas pelo fotógrafo francês (talvez o estrangeiro que melhor compreendeu a alma e as raízes brasileiras) nos estados da Bahia, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. O livro conta com uma reunião de 47 imagens feitas no Brasil pelo fotógrafo Pierre Verger (1902 - 1996), entre os anos de 1946 e 1973. O lançamento aconteceu neste sábado, 25 de abril, na Pinacoteca do Estado, em São Paulo. Verger morou no Brasil, pela primeira vez, na década de 1940. A seleção de imagens do livro é de Diógenes Moura, curador de fotografia da Pinacoteca.

"PIERRE VERGER - FOTOGRAFIAS PARA NÃO ESQUECER"
Editora Terra Virgem, 96 pgs.
Preço: R$ 39

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Aqui não tem subserviência!!!


Após ríspido bate-boca com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, o ministro do STF Joaquim Barbosa ainda não saiu da pauta. Mais de 20 comunidades do Orkut são favoráveis a sua atitude. Juntos, somam mais de 4 mil membros, que deixaram suas manifestações favoráveis ao ministro. Alguns internautas chegam a sugerí-lo como nome para campanha presidencial de 2010 ou até mesmo tratando-o como herói. Mas as ideias de Barbosa sempre tiveram impacto, revelando sua forte personalidade. A coragem incondicional com que se posiciona manifesta-se em diversas questões:

- Joaquim Barbosa e o único ministro abertamente favorável à legalização do aborto
- É contra o poder do Ministério Público de arquivar inquéritos administrativamente, ou de presidir inquéritos policiais.
- Defende que se transfira a competência para julgar processos sobre trabalho escravo para a Justiça Federal.
- Defende a tese de que despachar com advogados deva ser uma exceção, e nunca uma rotina, para os ministros do Supremo.
- Restringe ao máximo seu atendimento a advogados de partes, por entender que essa liberalidade do juiz não pode favorecer a desigualdade.
- Insurge-se contra a prestação preferencial de jurisdição às partes de maior poder aquisitivo ("furar fila").

São posicionamentos que causaram a antipatia dos advogados de certas elites, perigosamente acostumados com as a receptividade e a abertura de portas através do "peso" de seus nomes. Quem ainda não entendeu o homem que peitou a arrôgancia e não escorrega no lodo do poder pode entendê-lo por ele mesmo através de uma frase: "Enganaram-se os que pensavam que o Supremo Tribunal Federal iria ter um negro submisso, subserviente", ao comentar os desentendimentos com alguns de seus pares - como Marco Aurélio, o próprio Gilmar Mendes e Eros Grau, sobre a liberação de um preso envolvido na Operação Satiagraha. Ele atribui os atritos à defesa que faz de "princípios caros à sociedade", como o combate à corrupção. Barbosa também entrou em choque com ministros tidos como "liberais" em julgamentos da Operação Anaconda e ganhou notoriedade popular como relator do inquérito do mensalão.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Em 23 de abril de 1897 nascia o mestre Pixinguinha


Alfredo da Rocha Vianna Filho ou Pixinguinha, nome que mistura o dialeto africano "Pizin Din" (menino bom), foi um dos músicos mais importantes da fase inicial da Música Popular Brasileira (MPB). Com um domínio técnico e um dom de improvisação encontrados nos grandes músicos de jazz, é considerado o maior flautista brasileiro de todos os tempos, além de um irreverente arranjador e compositor.

Entre suas composições de maior sucesso estão Carinhoso (1923), Lamento e Rosa. Neto de africanos, começou a tocar, primeiro cavaquinho, depois uma flautinha de folha, acompanhando o pai que tocava flauta. Aos 12 anos, compôs sua primeira obra, o choro Lata de Leite. Aos 13, gravou seus primeiros discos como componente do conjunto Choro Carioca: São João Debaixo D'Água, Nhonhô em Sarilho e Salve (A Princesa de Cristal).

Aos 14, estreou como diretor de harmonia do rancho Paladinos Japoneses e passou a fazer parte do conjunto Trio Suburbano. Aos 15, já tocava profissionalmente em casas noturnas, cassinos, cabarés e teatros. Em 1917, gravou a primeira música de sua autoria, a Valsa Rosa, e, em 1918, o choro Sofres Porque Queres. Nessa época, desenvolveu um estilo próprio, que mesclava seu conhecimento teórico com sua origem musical africana e com as polcas, os maxixes e os tanguinhos. Aos 20 anos formou o conjunto Os Oito Batutas (flauta, viola, violão, piano, bandolim, cavaquinho, pandeiro e reco-reco). Além de ter sido pioneiro na divulgação da música brasileira no exterior, adaptando para a técnica dos instrumentos europeus a variedade rítmica produzida por frigideiras, tamborins, cuícas e gogôs, o grupo popularizou instrumentos afro-brasileiros, até então conhecidos apenas nos morros e terreiros de umbanda, e abriu novas possibilidades para os músicos populares.

Na década de 1940, sem a mesma embocadura para o uso da flauta e com as mãos trêmulas devido à sua devoção ao uísque, Pixinguinha trocou a flauta pelo saxofone, formando uma dupla com o flautista Benedito Lacerda. Fez uma parceria famosa com Vinícius de Moraes, na trilha sonora do filme Sol sobre a Lama, em 1962.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Genebra não deu em nada


Deu o óbvio em Genebra. Depois do discurso do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que qualificou Israel como "racista", delegados de países membros da União Européia abandoram na última segunda-feira a Conferência da ONU sobre Racismo. "Depois do final da Segunda Guerra Mundial, (os aliados) recorreram à agressão militar para privar de terras a uma nação inteira, sob o pretexto do sofrimento judeu", afirmou Mahmoud, que chegou a afirmar que o Holocausto nunca existiu, não passando de um "mito". O iraniano foi vaiado por dissidentes e por israelenses, e chamado de "assassino". Parte da platéia, formada por iranianos, o aplaudiu. Mahmoud prosseguiu criticando a ordem política mundial, afirmando que o Conselho de Segurança da ONU sempre "recebeu com silêncio os crimes do regime de Israel, como os recentes bombardeios contra civis em Gaza". O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, criticou o discurso de Mahmoud e lamentou a chance desperdiçada de discutir temas importantes. Ok, realmente é lamentável perder a oportunidade de debater o racismo, o xenofobismo, doenças crônicas que alimentam o ódio e a falta de respeito à cultura e raça do próximo. Mas uma pergunta não quer calar desde que os EUA e Cia boicotaram o evento: PARA QUÊ CONVIDAR ESSE HOMEM GENTE??? A presença dele esvaziou a conferência e impediu que discussões importantes fossem assinadas e corroboradas por líderes mundiais. Não que isso deixasse o mundo menos racista, mas trata-se de um caminho, uma semente para que amanhã nossos filhos vivam em um mundo mais justo - e com menos diferenças. Perante essa situação, quem está do lado da turma que quer resolver ou fazer alguma coisa para mudar se sente um palhaço. Assim como os manifestantes que invadiram o salão da conferência durante o discurso de Mahmoud.


segunda-feira, 20 de abril de 2009

Conferência da ONU discutirá Racismo


De hoje até dia 24 de abril acontece na Suíça a segunda conferência das Nações Unidas sobre o combate ao Racismo, um encontro boicotado por vários países, como os EUA, Itália, Alemanha e Holanda. Eles consideram que a reunião tem um carácter anti-semita e temem que a conferência de Genebra seja utilizada para criticar Israel de forma isolada. O motivo causador desse racha é a presença de Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã. Dirigentes temem que o político extremista utilize a conferência como palco para duras críticas a Israel, o que provocaria nervosismo e desconforto entre representações.
A divergência arrasta-se desde 2001, na primeira conferência da ONU sobre o Racismo realizada em Durban, na África do Sul, dois dias depois do atentado do 11 de setembro, nos EUA. Na oportundiade, EUA e Israel abandonaram a reunião após extremados debates com os Estados Árabes sobre anti-semitismo e o tratamento dado por Israel aos palestinianos. "Os discursos de ódio e as insultas de conotação racista serão proibidas na Conferência das Nações Unidas contra o Racismo e a Intolerância", disse Marie Heuzé, diretora do serviço de informação da ONU em Genebra. "Não podemos permitir uma reedição do que ocorreu em 2001 em Durban", explicou. Naquela ocasião, a Cúpula da ONU sobre o Racismo (cujas consequências serão avaliadas nesta semana em Genebra) foi palco de manifestações e declarações odiosas contra Israel, em particular durante o Fórum das ONGS que ocorreu ao mesmo tempo que a conferência de Durban, na África do Sul.
O que deveria ser uma oportunidade de discutir soluções para um problema que se arrasta por séculos e hoje ainda é um grande mal para o mundo - o racismo e a xenofobia - perde um tempo precioso com polêmicas e discussões unilaterais. Infelizmente, a conferência tem um estranho destino. Em sua primeira edição, ela acontece logo depois do pior atentado terrorista da história do planeta, que semeou a desconfiança e ódio racial pelo mundo. Agora, a organização da ONU dá voz a um chefe de estado que defende a utilização da bomba atômica e adepto a discursos incendiários, mesmo sabendo que a primeira reunião não terminou bem justamente pelo tema do anti-semitismo.
As divergência também existem entre os países participantes, que até a última semana ainda não haviam definido o documento preliminar a ser apresentado durante a reunião em Genebra. Até a escolha do presidente da conferência foi motivo de polêmica entre os países. Mesmo com um cenário tão confuso e que não traz muitas perspectivas para um problema crônico e de escala mundial, só nos resta torcer que a participação de alguns países, como a do Brasil, tragam luzes para o longo túnel da difença racial e religiosa. O ministro Edson Santos, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial reinterou no começo deste mês a importância do Brasil no papel de mediador em Genebra.

domingo, 19 de abril de 2009

Lázaro Ramos interpreta seu primeiro personagem urbano


O ator Lázaro Ramos fará o primeiro personagem urbano de sua carreira. Vai ser no longa "Amanhã Nunca Mais", do multi-artista e diretor publicitário Tadeu Jungle. O filme conta a história do médico anestesista Walter (Lázaro Ramos), que ao levar um bolo para o aniversário da filha, se depara com personagens, conflitos e situações que o obrigam a reavaliar sua própria vida. "Amanhã Nunca Mais", trata de conflitos conhecidos pela maioria dos moradores da classe média de uma grande metrópole: trabalho, cansaço, trânsito, caos e ausência familiar. "Amanhã Nunca Mais" é um filme multi-formato, o primeiro produzido desta forma no Brasil. Foram usadas três câmeras para capturar as imagens: a câmera 35 mm, que utiliza película, a Red Digital, uma das grandes novidades do mercado, e a câmera fotográfica Canon 5D Mark II, que faz vídeos em alta resolução.