quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Libertação de Mandela completa 19 anos


A libertação de Nelson Mandela em 11 de Fevereiro de 1990 da cadeia de Robben Island, foi a confissão de um regime de que estava à beira do esgotamento. A instabilidade interna provocada pela degradação das estruturas do sistema, pela luta social e política contra a segregação racial, pelos efeitos das sanções econômicas internacionais tornaram a situação insustentável. Frederik De Klerk tomou a decisão de libertar Nelson Mandela sem que este tivesse que abdicar dos princípios que sempre defendera. E quando Nelson Mandela saiu da prisão naquele domingo, com o braço direito levantado e de punho cerrado, o mundo finalmente o conheceu pela sua própria imagem, e não apenas de nome. Nelson Mandela, diria perante a multidão que se concentrou na Cidade do Cabo no dia da libertação, “ A nossa marcha para a liberdade é irreversível. Não podemos permitir que o medo se atravesse no nosso caminho”.Após a sua libertação, teve um papel decisivo nas negociações que conduziram ao fim do apartheid.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Bob Marley faria 64 anos hoje

Ele falava dos problemas dos pobres e dos oprimidos como poucos. Falava não: cantava. O som conscientizador do reggae music de Robert Nesta Marley, ou simplismente Bob Marley, percorreu o mundo e o tornou o maior divulgador da cultura rastafari. Paz, amor, igualdade, valores humanos, compreensão. São muitas as bandeiras que Marley empunhou durante sua permanência entre nós. Bandeiras de cores tão límpidas e fortes, retratadas nas letras de suas musicas ou em frases ditas em entrevistas, entre amigos, nos shows...Bob era o Mather Luther King da música: "Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos haverá guerra", dizia. Marley não morreu. Apesar de vivermos em um mundo repleto de ódio, conflitos e de arrogância, sua mensagem de paz ainda está entre nós.

"É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático, como os pobres de espírito, que não lutam, mas também não vencem, que não conhecem a dor da derrota, nem a glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final de sua jornada na Terra não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se perante Ele, por terem apenas passado pela vida". (Bob Marley)


Construções de Niemeyer no centro de São Paulo recebem galeria de arte africana


Fonte: Folha de S.Paulo, Caderno Ilustrada. Repórter Silas Marti

No volume máximo, o pagode grita nos alto-falantes das lojas. No chão em frente ao prédio, alguns sem-teto tentam dormir. Mas bem pouco do som nervoso do centro vaza para dentro do mais novo cubo branco de São Paulo, a imaculada Soso Arte Contemporânea Africana, galeria que será inaugurada amanhã no segundo andar do edifício Seguradoras.

Os artistas Yonamine, Kiluanji e Cláudia Veiga em hotel de São Paulo Foi neste prédio quase esquecido de Oscar Niemeyer, na avenida São João, a alguns metros do vale do Anhangabaú, que se instalou a primeira galeria de arte africana do país.
"Mesmo que haja gente dormindo na rua, há segurança aqui", diz Mário de Almeida, empresário hoteleiro angolano, dono da Soso. "Este é o centro de uma das maiores cidades do mundo, e o centro de uma das maiores metrópoles do mundo não pode ser decadente."
Deslumbrado, Almeida conta à Folha que decidiu comprar o segundo andar do Seguradoras quando soube que era um projeto de Niemeyer, pelo qual diz ter pago R$ 300 mil. Desembolsou mais R$ 1,5 milhão para comprar o antigo Hotel Central, projeto de Ramos de Azevedo, do outro lado do calçadão da avenida São João.
"As pessoas querem prédios com assinatura", afirma o secretário municipal da Cultura, Carlos Augusto Calil, que está tocando agora um projeto de revitalização da área, a chamada "praça das artes", orçado em R$ 100 milhões. "Essas iniciativas espontâneas de empresários nos sinalizam que há uma demanda de parte da sociedade por prédios de qualidade."
Cada um dos 40 quartos do antigo hotel de Ramos de Azevedo vai receber artistas africanos para residências a partir de agora, sendo que em maio cada apartamento abrigará uma instalação, parte de uma grande mostra que integra o calendário da próxima Trienal de Luanda, marcada para 2010.
A reforma do hotel, que deve ser concluída em 2011, está orçada por Almeida em cerca de R$ 11,6 milhões --valor que deve vir do próprio bolso, mas terá parte captada por leis de incentivo e créditos do BNDES.
"Eu já fiz isso em Angola, investir numa área decadente, que depois vira motor do desenvolvimento", diz Almeida. "Eu tenho um complexo em Luanda que era uma construção do século 18, um armazém destelhado, que hoje virou um grande espaço de lazer."
Almeida, casado com a filha do cantor Djavan, não descarta também a possibilidade de sua atual residência artística virar hotel de luxo no futuro, algo na linha dos "concept hotels" que pipocam pelo mundo, sendo que "cada quarto será uma possível instalação de arte".
Artista como epicentro
No lado artístico da jogada, Almeida também não faz feio. Tem o apoio do artista e curador angolano Fernando Alvim, responsável pelo primeiro pavilhão africano na Bienal de Veneza, em 2007, e também mentor da Trienal de Luanda.
"Venho de uma situação particular em Angola, em que artistas têm de ser curadores, críticos e galeristas ao mesmo tempo, porque não temos os sistemas da arte", conta Alvim. "Por isso consideramos o artista o epicentro de um fenômeno cultural e criamos um movimento cultural para tentar legitimar a arte africana."
Alvim é também vice-presidente da Fundação Sindika Dokolo, por trás da maior coleção de arte contemporânea africana do mundo, com mais de 3.000 peças, e em parte responsável pelos gastos dos artistas angolanos que participam da nova residência paulistana, grande aposta da fundação.
"É importante uma galeria que mostra um pouco da África, mas com uma versão da história contada por nós mesmos", diz Alvim. "Queremos o comando da nossa própria história, já que ninguém sabe mais disso do que nós mesmos."
São Paulo acaba surgindo então como vitrine da produção contemporânea africana e contraponto a Veneza, que, nas palavras de Alvim, "já morreu".
"No pavilhão africano, pusemos líderes políticos que lutaram pelo fim do preconceito, porque achamos que Veneza era preconceituosa", afirma Alvim. "Foram 112 anos sem arte africana, e ainda fomos submetidos a um júri mais incompetente do que nós. Não é preciso passar por Veneza para fazer arte contemporânea.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Cordeiro do Maranhão expõe no Rio de Janeiro


CORDEIRO DO MARANHÃO REALIZA SUA PRIMEIRA
EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL NO RIO DE JANEIRO

O Centro Cultural Correios inaugura a exposição "Humanos", primeira individual no Rio de Janeiro, do escultor, pintor e desenhista Cordeiro do Maranhão. A exposição é composta por 26 telas e 13 esculturas e as obras são resultado de um intenso trabalho de pesquisa e observação do artista sobre as culturas de diversos povos, com acentuação maior para os aspectos das culturas indígena e rupestre oriental. A abertura de Humanos acontece dia 11 de fevereiro, a partir das 19h.
Nesta exposição o artista mostra a diversidade de suas técnicas de pintura, que passeiam desde a acrílica sobre tela, até a inserção de objetos nas telas, colagens, desenhos, entre outros. Durante seus trinta e quatro anos de trajetória dentro do universo das artes plásticas, Cordeiro do Maranhão passou por diversas fases criativas e de interpretação artística, mas foi na arte indígena que ele encontrou um mundo de cores e de formas elegantes, uma nova visão do fazer artístico, uma perspectiva diferente de como buscar e tecer as fibras e as cores de seu trabalho. A criatividade e o aspecto rústico da arte indígena toma forma nas suas obras. Cordeiro do Maranhão encontrou no modo de vida dos índios um motivo maior para seus estudos.
Mas artista diverso e multicultural que é, também sofre grande influência da cultura oriental, igualmente demonstrada na exposição "Humanos". Influenciado pelo rústico, procura demonstrar em suas obras esse aspecto das culturais dos povos orientais, desvendando seus símbolos e esmiuçando suas nuances de significados. Esses detalhes podem ser percebidos estampados em detalhes nas telas de Cordeiro. O rústico é fonte de pesquisa constante para o artista, que colhe informações, estiliza idéias e mostra, de acordo com a sua percepção, como foram criados certos objetos durante o período da arte rupestre.

A obra de Cordeiro retrata seu fascínio pelas formas e cromáticas naturais. A sua atenção recai sobre as cores utilizadas de forma bruta, mas sempre com um toque de sutileza. Na área da esculturas, depois de trabalhar com vários materiais como cerâmica, concreto, fibra de vidro, etc. optou por trabalhar com sucata. Mas seu processo criativo, neste caso funciona de uma forma diferente em relação à pintura: nem sempre o tema vem primeiro, ele é determinado pela forma que a sucata apresenta e às vezes o título surge antes da peça ser confeccionada. Na escultura as técnicas são utilizadas de acordo com o está sendo criado. O artista estuda o metal quanto a sua forma, durabilidade, consistência, versatilidade e cor a ser aplicada. Exposição "HUMANOS" – Cordeiro do Maranhão
Local Cento Cultural Correios – R. Visconde de Itaboraí, 20, Centro – Rio de Janeiro – Tel (21) 2253-1580
Abertura 11 de fevereiro
Período 12 de fevereiro a 8 de março
Horário Terça a domingo, das 12h às 19h (entrada franca)
Nº de obras 39
Técnica mista
Dimensão pintura: etre 70x40cm e 120x220cm / escultura: 38x50x56cm e 193x66x51cm

Artistas Angolanos expõe em São Paulo


A Soso - Arte Contemporânea Africana, inaugura mostra dos trabalhos dos artistas Claudia Veiga, Ihosvanny, Killuanji eYonamine, angolanos com residência em São Paulo. A vernissage acontece na proxima quinta-feira, dia 5 de fevereiro, das 17h às 21h30, e fica em cartaz até dia 21 de março. A exposição é um projeto em co-produção com a Fundação Sidika Dakolo. As obras podem ser conferidas na galeria da Soso, que fica na avenida São João, 313, segundo andar. O telefone para informações é o (11) 3222-3973.