quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

População Quilombola é tema de discussão do Fórum Mundial Social


Os Quilombolas marcam presença no Fórum Social Mundial 2009, que começou nesta semana, em Belém no Pará. Populações remanescentes dos escravos que escaparam das fazendas e adentraram as matas para formar sociedades, eles serão assunto de discussão e reflexão nesta sexta-feira, dia 30 de janeiro. O presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, é presença confirmada e participa de uma mesa-redonda que reunirá dez debatedores sobre o Programa Brasil Quilombola e a Agenda Social Quilombola. A mesa faz parte de uma oficina que tem o objetivo de debater as políticas públicas de promoção da igualdade racial. Também pretende promover a troca de experiências e a visibilidade do Programa Brasil Quilombola, criado pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).
Lideranças quilombolas do Pará e comunidades quilombolas em geral participarão da oficina, além de militantes do Movimento Social Negro, representantes dos movimentos sociais, simpatizantes, pesquisadores e gestores públicos.

No caso do Estado do Pará, os quilombos se formaram ao longo dos séculos XVIII e XIX. Ao fugir para esses aldeamentos, conhecidos também por mocambos, o escravo conquistava a garantia de autonomia, liberdade de ação e também de movimento, fato impossível no regime cruel de escravidão das fazendas.Na fuga, o escravo aventurava-se sozinho, indo abrigar-se, muitas vezes, em aldeias indígenas.Com o tempo, aprenderam a se organizar. A fuga passou a ser uma estratégia coletiva de resistência ao regime escravista.
Os quilombos cresceram rapidamente, pois eram o principal foco de atração dos negros que escapavam das cidades e das fazendas. A fuga de escravos tornou-se um processo contínuo e rotineiro a partir da segunda metade do século XVIII e início do XIX, quando também aumentaram as notícias sobre os quilombos na imprensa local.

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