sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Moda vai, moda vem


Já ouviram aquelas histórias de adolescentes que admiram o vovô e depois de uma tarde escutando histórias do arco da velha, reviram o baú que está no sóton e descobrem umas roupas curiosas, antigas e cheias de pó. Vestem, mas quando alguém o pega no flagra experimentando, ele morre de vergonha e tira tudo rapidinho, dizendo que estava dando só uma olhada. Mas na Fashion Rio 2009 o pessoal faz isso sem a menor vergonha. Isso é até legal. Mas tratar o chapéu Panamá como novidade, aí, é uma outra história. Quem frequenta as rodas de samba cariocas, sabe muito bem que o Panamá sempre esteve lá. E quem anda pelos redutos do samba em São Paulo também tem plena convicção que a moral desse ornamento nunca esteve nem próximo de acabar. Pena que imprensa vai nesse barco e dá o mesmo tratamento para o assunto. Dois exemplos de que o Panamá nunca saiu da moda: Emanuel Araújo, diretor do Museu Afro, Thobias da Vai Vai, Paulinho da Viola... precisa de mais?

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