segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Diferentes violências que levam à mesma dor


O mundo precisa voltar suas atenções para o julgamento do congolês Thomas Lubanga, ex-líder de milícia, acusado de recrutar crianças com menos de 15 anos de idade para lutar nos conflitos na República Democrática do Congo, acontecido entre os dias 1º de setembro de 2002 e 13 de agosto de 2003. Trinta e quatro testemunhas falarão o que viram e o que sabem no Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia, na Holanda. Inclusive uma das vítimas, uma garoto que foi recrutado para matar, estuprar e pilhar, após um intenso "treinamento" . Uma forma cruel de marcar para sempre, à ferro em brasa, uma vida em formação. O julgamento de Lubanga é importantíssimo não só para a África, mas para o mundo. A dor imposta a essas crianças é a mesma a dos inocentes iludidos e recrutados pelo tráfico de drogas, ou para trabalhar nos faróis debaixo de chuva e sol, das crianças refugiadas de guerra, as prostituídas, vítimas de pedofilia, violência doméstica, e também, das crianças moradoras de rua perseguidas e humilhadas pela julgo da polícia e da sociedade que se cala diante de tanta barbárie. Simplesmente, fecham os vidros elétricos de seus carros, mudam de canal ou preferem ler a coluna social do que o caderno internacional ou o de Cidades.. A prisão de Lubanga é fazer justiça por todas elas.

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