terça-feira, 13 de setembro de 2011

Tem samba rock na Pílula de Cultura, dia 18 de setembro, na Casa das Caldeiras


Repetindo o grande sucesso do ano de 2010 a Pílula de Cultura Feira Preta promoverá um encontro onde o objetivo é mostrar a importância do ritmo Samba Rock para os grupos da Cidade de São Paulo. Atualmente mais de 20 coletivos se reúnem para ouvir, cantar e dançar esse ritmo tão contagiante.

Essa Pílula de Cultura será realizada em parceria com Samba Rock Na Veia (http://sambarocknaveia.uol.com.br/) um dos maiores coletivos de São Paulo, desde 2007 nasceu da falta de informações sobre samba rock na internet, surgindo como um blog com informações sobre bandas, cantores, lugares para dançar e fazer aula. No site você pode encontrar diversificadas informações tudo mais que possa se relacionar ao Samba Rock.

Para a roda de conversa os coletivos apresentarão suas propostas, objetivos e dificuldades em divulgar o Samba Rock com participação do dançarino Jorge Japonês, bailarino e produtor Marcelo Male, professores de dança Lacyle Arcanjo e Luciana Reis, músico dos Opalas Mélvim, músico do Clube do Balanço Marco Mattoli e a Dj Lu.

- Apresentação Institucional do Projeto SambarockGol
- Shows com a banda Bola de Meia e convidados
- Exposição de fotografias do Acervo Samba Rock Na Veia
- Aula de Samba Rock com Mestre Ataliba e Cia. Alquimista
- Apresentação de dança com as equipes Alto Giro, Rasteirinhas, Mestre Ataliba e Cia. Alquimista
- Discotecagem com Dj Locutor Fábio Rogério, Dj Miriti e Os Capri

A apresentação fica por conta do Max DMN, a cobertura fotográfica, imagens e intervenção ao vivo nas redes sociais serão realizadas pela equipe Samba Rock na Veia. E mais: expositores da Feira Preta, comidinhas e muita diversão.

O evento vem contribuir com um conjunto de iniciativas interligadas uns aos outros a fim de fortalecer suas ações e é realizado em parceria com a Casa das Caldeiras e Centro Cultural da Espanha em São Paulo, da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento. Em colaboração com diferentes coletivos a Feira Preta cumpre com seu objetivo na Pílula de Cultura facilitando o processo de promoção e difusão da cultura negra em diversos meios.

Dia: 18/09Horário: das 15h às 21hLocal: Casa das Caldeiras: Av. Francisco Matarazzo- Barra Fundawww.casadascaldeiras.com.brAcesso: Gratuito
Pretainfo: (11)2537-6286 (11) 3031-2374
E-mail: feirapreta@uol.com.brSite: www.feirapreta.com.br / www.feirapreta.ning.comRealização: Instituto Cultural Feira Preta em parceira com Samba rock na veia.

Não perca as próximas Pílulas:

Out 09 - Dia das Crianças
Nov 20 - Caldeirão do Negão

Vem aí a 10ª Edição da Feira Cultura Preta - Dias 17 e 18 de Dezembro no Centro de Exposições Imigrantes

fonte: Adriana Barbosa - Feira Preta


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Revista O Menelick 2º Ato ganha 5ª edição


Lançamento da 5ª edição da revista OMenelick 2º Ato - Afrobrasilidades & Afins, domingo, dia 15 de maio, das 16h às 22h, na Casa das Caldeiras. O evento integra a programação da Pílula de Cultura Preta.

Vá ao lançamento. Leia a revista: http://omenelicksegundoato.blogspot.com/

UMOJA promove encontro de tambores

UMOJA PROMOVE ENCONTRO DE TAMBORES

Mostra de música popular reunirá de tambores africanos a japoneses

A Casa de Cultura do M’Boi Mirim, um dos primeiros pólos culturais da região, localizada na Zona Sul de São Paulo, sediará na noite do 13 de maio, a partir das 19h, o evento Noite dos Tambores, realizado pelo grupo Umoja e Sesc Santo Amaro. Esta atividade consiste em reunir grupos que promovem a musicalidade percussiva e suas diversidades presentes nas culturas brasileiras.

Esta mostra de música popular promoverá um intercâmbio e uma interação entre os grupos convidados e o público. Por meio de uma programação bem diferenciada, que iniciará com a palestra A presença do tambor nas culturas brasileiras, ministrada pelo Profº Drº Salloma Salomão e também por uma exposição de fotos idealizada pelo Instituto Tambor em parceria como fotógrafo Guma.

A diversidade da música percussiva estará presente no evento que começará com os tambores do candomblé Oya Aguerê, depois tambores árabes - Trio do Oriente, tambores do maracatu - Ilê Alafia e Umoja, tambores japoneses – Taikô Kôdaiko, tambores do maculelê – Espírito de Zumbi, tambores africanos – Ballet Afro Koteban, tambores do Maranhão – Tambor de Crioula Juçaral dos Pretos e a finalização com o Jongo do Tamandaré, tambores do jongo.

Programação:

19h - Palestra: A presença do Tambor nas culturas brasileiras, com o Prof. Drº Salloma Salomão.20h - Exposição fotográfica: Noite dos Tambores parceira do fotográfo Guma e Instituto Tambor.20h30 - Tambores do Candomblé - Oya Aguerê.21h30 - Tambores Árabes – Trio Tambores do Oriente.

22h30 - Tambores do maracatu – Ilê Alafia e Umoja.23h20 - Tambores Japoneses – Taikô Kôdaiko23h50 Tambores do Maculelê – Espírito de Zumbi00h20 - Tambores Africanos – Ballet Afro Koteban01h - Tambores Maranhão – Tambor de Crioula Juçaral dos Pretos02h30 - Tambores do Jongo – Jongo do Tamandaré

Dia 13 de maio de 2011, a partir das 19h. Casa de Cultura do M’Boi Mirim – Av. Inácio Dias da Silva, S/N. Piraporinha, Zona Sul. Entrada franca.

Informações: (11) 8626-4283/8079-5169.
eulleralves@gmail.com. http://umojabrasil.wordpress.com.

http://www.youtube.com/watch?v=vDq496Jk8kA

Mjiba Comunicação – Assessoria de Imprensa

Elizandra Souza – (11) 6751-2293

E-mail: mjiba.comunicacao@gmail.com

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Black Power Mixtape: filme mostra as duas faces da América no final dos anos de 1960 e começo de 1970

                                Angela Davis, dos Panteras Negras, durante um discurso

1967, Califórnia. A câmera mostra imagens de um dia feliz na praia. Gente deitada na areia, tomando sol e suco nas barracas. O repórter para em uma delas e conversa com o dono, um americano bem-humorado e feliz com a clientela que consome aos montes. Perguntado sobre o que acha dos EUA, responde algo como: “Aqui temos a oportunidade de trabalhar, de crescer. É só não ser preguiçoso e todos têm a chance de se estabelecer”. Corta. Na cena seguinte, um negro norte-americano é questionado pelo repórter sobre o que espera do futuro. “O que penso do futuro. Não existe futuro!”. É dessa forma, mostrando duas Americas bem diferentes, que começa Black Power Mixtape, documentário do cineasta sueco Göran Hugo Olsson, uma produção da TV Sueca que acompanhou, entre 1967 e 1975, o auge do Movimento Negro nos EUA e que ficou arquivado por 30 anos. O filme integrou a sessão de abertura É Tudo Verdade – 16ª Festival Internacional de Documentários, na noite da última quinta-feira, no Cine Livraria Cultura e entra na programação dos próximos dias. A mostra está em cartaz de 1 a 10 de abril em seis cinemas da capital paulista e traz um imenso panorama de documentários de todo o mundo.

Imagens inéditas

Durante anos, um boato incomodou os cineastas. Dizia a lenda de que a Suécia possuía mais imagens de arquivo sobre os Panteras Negras que os EUA. “Alguns anos atrás, eu estava vasculhando os arquivos da Televisão Sueca e descobri que era verdade”, revelou Olsson. Na tela, um desfile de personalidades que marcaram a luta pelos direitos civis dos negros: Angela Davis, Stokely Carmichael, Malcolm X e Martin Luther King. Cenas inéditas, dezenas de cenas, que revelam o lado humano e a inteligência política dos ativistas, o início do movimento dos Panteras Negras, as batalhas entre negros e policiais após o assassinato de Mather Luther King, as convenções com auditórios lotados promovidos pelos Panteras, as ideias e o contexto político e econômico americano da época, imagens das ruas do Brooklyn e do Harlem, mostrando uma população devastada pela violência, a discriminação, a falta de emprego e as drogas. Está tudo lá. São 96 minutos de perder o fôlego, um mergulho de cabeça dentro de um período que revolucionou a cultura afro na América e no mundo. Em uma rara cena, Angela Davis, uma das líderes dos Panteras, se encontrava presa por acusação de assassinato (injusta, segundo depoimentos). O repórter da TV Sueca perguntou porque os Panteras Negras se utilizavam da violência. Indignada com a pergunta, ela diz: “No bairro onde vivia, na minha infância, os homes tiveram que se armar e fazer a própria segurança nas ruas, porque constantemente pessoas se feriam por bombas que eram deixadas nas casas. Eu cresci escutando o som das bombas. Uma criança morreu e os pedaços de seu corpo se espalharam no chão. Meu pai tinha uma arma sempre à mão, caso fossemos atacados. È inacreditável quando me perguntam sobre violência, mostra a total falta de informação sobre os negros!”, desabafa. Black Power Mixtape é um retrato fiel da época. Pura informação. Difícil não sair do cinema arrepiado e reflexivo. Difícil dormir sem que aquelas imagens continuem passando diante dos seus olhos.

Serviço
Black Power Mixtape terá mais duas sessões na cidade. Confira a programação no site do Festival.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Di Melo faz apresentação única na Galeria Olido

Di Melo, o mestre da Black Music, apresentação única e gratuita na Galeria Olido nesta sexta-feira, dia 01 de abril, às 19h. Di Melo - O Imorrível, marca o retorno de Di Melo aos palcos. O cantor e compositor pernambucano, considerado um dos maiores nomes da Black Music Nacional esteve fora dos palcos por 35 anos. Contudo, embora distante do público, Di Melo manteve sua produção artística constante, sendo sua obra hoje estimada em mais de 400 canções, a maior parte delas inéditas. No show além das canções do álbum de 1975 eternizadas pelos amantes do Soul e Djs do mundo todo, Di Melo apresenta canções inéditas de seu baú, algumas delas criadas em parceria com grandes nomes da música brasileira como Geraldo Vandré e Jair Rodrigues. Para provar que é “Imorrível” e não está de brincadeira, Di Melo está de volta com todo charme, elegância, persistência e provocância. Como o figurino manda!


DI MELO – O IMORRÍVEL

Dia: 01/04/2011 – SEXTA-FEIRA

Horário: às 19h

Local: GALERIA OLIDO – SALA OLIDO (ao lado da Galeria do Rock)

End.: Av. São João, 473 – Centro – São Paulo

terça-feira, 15 de março de 2011

Tim: nosso outsider brazuca



Há 13 anos Tim Maia passava para o andar de cima. O grande boca-dura da soul music brasileira e da MPB saiu do palco direto para o plano superior. Tim Maia foi, na minha opinião, um artista pouco compreendido (com pessoa), apesar de sua obra ser eterna. Explico. Ele viu de perto a soul music americana. Bebeu direto da fonte a água cristalina,  escutando os discos que nunca ou raramente chegavam aqui no Brasil. Frequentou os bares de música ao vivo que nós, reles mortais, temos apenas uma vaga ideia  por intermédio dos filmes setentistas ou seriados ao melhor estilo Blaxpoitation.

Ele usou black power sob a inspiração dos grandes mestres, como James Brown. Presenciou o poder da black music nascendo dos guetos, das ruas, das esquinas lotadas de bluseiros, que passavam o dia tocando com seus cases abertos às contribuições, mesmo que não fossem generosas. E quando ele voltou, deportado pela imigração americana, foi condenado a passar o resto da vida cobrando um bom retorno de som dos técnicos brasileiros, que, atônitos, não compreendiam o que ele desejava. O "olha o retorno!!" de Tim foi visto de forma alegórica, ou quase um jargão. Para mim, trata-se da mais pura expressão de um ser que tinha o ouvido absoluto, que compunha como um maestro, sabendo os timbres certos para cada um dos instrumentos. Pedir mais retorno sintetizava  o inconformismo com técnicos brazucas que não sabiam acertar os tons que a black music (verdadeira, original) exigia. Tons que os ouvidos atentos de Tim já estavam habituados. 

E foi assim durante muitos, muitos anos. Talvez ele tenha ido, sem ficar satisfeito. E o que era o brado da mais pura indignação contra a ignorância musical, virou folclore. Nunca entenderam o Tim nesse ponto. Nunca entenderam que seu estilo "foda-se" era uma forma que ele encontrou de manifestar o seu rancor e a sua dor por terem reconhecido tardiamente seu valor musical. Rancor contra os donos do mercado fonográfico, que o achavam feio e gordinho demais para fazer sucesso. Contra o Roberto e o Erasmo que viraram sucesso, sendo que o Tremendão apresendeu a tocar violão com o Tim e Roberto ganhou a primeira oportunidade em uma banda por causa dele também.  Por ser chamado de "marmiteiro", quando pequeno, e também porque as mulheres nunca davam muita bola para ele. Tim era um sobrevivente. Um sobrevivente que sempre foi medido e julgado pelas manchetes produzidas pelas suas faltas aos shows ou alguma arruaça cometida. Tim foi o nosso verdadeiro ousider.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Mano Brown vai estrear na TV



Mano Brown vai ser apresentador de um programa de TV. Ele acaba de assinar contrato com a produtora M3 Criatividade. O site da empresa informa que o primeiro piloto do programa será gravado no dia 26 de janeiro de 2011 e o nome da atração é "Boogie Naipe". Algumas colunas de TV afirmam que o programa vai ser veiculado na Rede TV ou SBT, mas sinceramente, isso já especulação. É esperar para ver o que acontece...