sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Enchente é excesso de lixo e falta de Educação

Meu filho tem 7 anos. Qualquer papel de bala ele joga no lixo ou, se não encontra (o que é muito comum em uma cidade como São Paulo) guarda no bolso ou dá para eu guardar. Nunca, nunca joga no chão. Expliquei para ele uma vez que todo o lixo acumulado nas ruas vão parar nos bueiros e daí são dois os possíveis destinos: ou aquele lixo se junta a centenas de milhares de outros lixos jogados por outras pessoas e acaba entopindo toda a rede de esgoto ou vai parar no pobre do Rio Tietê. Certa vez, passando pela ponte Bernardo Goldfarb, que cruza o Rio Tietê e a Marginal Pinheiros, ele ficou espantado com o cinturão de lixo que formava uma ilha no meio do rio. Perguntou o que era aquilo e respondi que se tratava do resultado da falta de consciência e educação das pessoas. "O Rio tem peixe?", perguntou. "Não, ele está morto, infelizmente". "Ahhh" lamentou.. Desde então sempre quando vê alguém sujundo a rua reclama da porquice e conta o que viu sobre o rio..
Ver a situação das enchentes em São Paulo hoje me sugere algumas perguntas: será que as pessoas que jogam toda sorte de lixo nas ruas e nos córregos tiveram a mesma sorte de ter a mesma orientação? E se tiveram, onde foi parar essa informação? Esqueceram? Desprezaram? Acham uma tremenda besteira? A imprensa vem questionando nas últimas semanas o que fazer para melhorar, culpam a população que tratam a cidade porcamente, culpam os políticos que não tomam atitudes concretas, pedem verbas, culpam a empresas de lixo que atrasam o recolhimento, culpam as indústrias, culpam São Pedro que vem mandando muita, muita chuva, os reservatórios que não comportam tanta água.... mas até agora não ví ninguém falar de EDUCAÇÃO. Esse seria o foco. Preocupação ambiental deveria fazer parte do repertório dos professores nas redes públicas e particulares (sabemos que isso já acontece em muitas escolas, mas ainda não é unanimidade); o assunto teria de ser parte integrante de um orçamento fixo para educação da população, com agentes ambientais agindo nas periferias da cidade, fazendo corpo-a-corpo com a população, orientando e educando. Há uma difusão das idéias de "Salve o Planeta" por parte das ongs ambientalistas, mas nunca vi um slogam como "Salve seu bairro, depois o seu planeta". É tudo uma questão filosófica. Primeiro o micro (os bairros), depois o macro (o país, o mundo).
Sem Educação fica impossível resolver algo. Pelo menos por agora. Neste momento não há o que fazer, a não ser assistir, todos os anos, gente morrendo afogada, perdendo seus bens materiais, trânsito caótico...É Lei da Causa e do Efeito.. se o prefeito Gilberto Kassab tivesse a Educação como prioridade em sua pauta, não daria uma resposta tão óbvia e abusurda, culpando (ai, de novo) o crescimento mal planejado de São Paulo.. Pô, isso todo mundo já sabe, Kassab! (isso daria até um belo slogam). É como ir para Brasília e dizer para um cidadão local que tudo aquilo foi planejado... O que é preciso, gente, é Educação, a começar pelos pequenos, que são nosso futuro, e também, porque não, para os marmanjos. Essa estória de pau que nasce torto, morre torto, eu não acredito. Se houver ação, e positiva, podemos mudar qualquer coisa. Até o Zé Ruela que joga lixo na rua..

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Estudantes de medicina acusados de Racismo


(Fonte: G1)
O auxiliar de produção Geraldo Garcia, de 55 anos, que ficou ferido após ser agredido por três estudantes de medicina suspeitos de racismo em Ribeirão Preto, a 313 km de São Paulo, disse que a ação dos jovens foi “maldade”. O auxiliar de produção ia para o trabalho de bicicleta na manhã de sexta-feira (11) quando foi atingido com um tapete nas costas. Ele caiu no chão e machucou a mão. “Vieram com um tapete enrolado e acertou bem forte. Deu aquele estralo nas minhas costas. Foi maldade deles. Para mim, quem faz isso tem que ser punido mesmo”, contou Garcia. Os três estudantes tentaram fugir no carro em que estavam, mas foram seguidos por testemunhas e presos. Eles foram soltos após pagamento de fiança no sábado (12).
O motorista particular Adílson Castro de Moraes, de 31 anos, foi um dos responsáveis por não deixar que os estudantes fugissem após a ação. Ele estava parado no ponto que fica no posto onde ocorreu o crime. “Vi o carro passando com um passageiro sentado em cima da porta. Isso chamou a atenção. Vimos um objeto na mão dele, pensamos que fosse um guarda-chuva”, contou Moraes ao G1 nesta segunda. “Eles então chegaram perto do senhor, falaram ‘Seu negro!’ e bateram com o objeto. O homem caiu e eles foram embora.”
Com o que haviam acabado de ver, o motorista e seus colegas, além de seguranças que estavam no local, se dividiram para ajudar a vítima e seguir os estudantes. Moraes pegou seu carro e perseguiu os jovens até conseguir que eles parassem. Eles foram então imobilizados e a Polícia Militar chamada. “Na hora que um deles bateu os outros deram risada, comemoraram. Eles disseram que foi uma brincadeira, que não era racismo. Mas foi, sem sombra de dúvidas. Foi bem chocante, e o mais revoltante é saber que os três já estão soltos”, afirmou. Após prestar depoimento na delegacia, o motorista voltou ao posto e recebeu agradecimentos da vítima. “Ele agradeceu muito, disse que se a gente não estivesse lá, ele não poderia fazer nada.”

Outro lado

O advogado Carlos Roberto Mancini, que defende os três estudantes, disse que seus clientes negam as acusações. Para ele, o caso foi um acidente. “Está sendo apurado, não houve agressão, não houve nada disso”, afirmou. “Eles passaram, um dos meninos foi brincar, colocou o braço para fora. Ele estava com o tapete na mão, e acabou acertando nas costas do rapaz que estava passando. Eles não bateram”, disse Mancini, que também negou o racismo. “Jamais fizeram isso, são pessoas de boa índole, de boa família. Estão querendo dar essa conotação racista, mas ela é descabida.”
OBS do Blog: Desculpe a sinceridade, mas esse papo de que eles são de boa família não cola. O pessoal de "lá do Congresso" também são de boa família e isso não impediu de serem corruptos e esconderem dinheiro na cueca e nas meias. O mais triste e que isso, infelizmente, nunca dá em nada. Certamente seus pais são empresários influentes que têm a possibilidade de pagar um bom ou bons advogados que fazem de tudo para que eles não peguem uma cana, que neste caso, seriam muito justo.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Domingo dia 13 tem Feira Preta!

Domingo, dia 13, no Palácio de Convenções do Anhembi é dia de encontro, de festa, de cerebrar a cultura negra. É dia da Feira Preta. Quer saber tudo sobre a programação? Clique no site da Feira e fique por dentro. Nos encontramos lá!

http://www.feirapreta.com.br/site/

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Dia do Samba no Centro de SP

Você Vai se Quiser homenageia o samba com
nomes da velha guarda e sambistas da noite paulistana
O evento será no dia 5, a partir das 14 h, na Praça Roosevelt, e reunirá velhos artistas do samba

Sábado, dia 5 de dezembro, a partir das 14 horas, o Você Vai Se Quiser, na Praça Roosevelt, recebe nomes consagrados do samba de São Paulo como Graça Braga, Carmen Queiroz, Dona Inah, Luisinho SP, além da Velha Guarda da Camisa Verde e Branco e Nenê de Vila Matilde. A apresentação será de Moisés da Rocha.

O projeto/bar Você Vai Se Quiser é da cantora e compositora Graça Braga, que foi criada na roda de samba. Os tios formavam um regional, a mãe cantava e tocava violão e Marinês, sua tia, foi porta-bandeira da Nenê de Vila Matilde, por 30 anos.

Graça integra a Comunidade Samba da Vela, onde se cultua a cultura popular voltada aos autênticos sambas de terreiro, além de formar novos compositores. Participa também do reduto Berço do Samba de São Mateus. Recebeu o certificado de reconhecimento e valorização e difusão do samba, outorgado pela Assembléia Legislativa de São Paulo, que instituiu o dia 2 de dezembro como o Dia Nacional do Samba.

SERVIÇO:
Dia 5 de dezembro – Comemorações do Dia do Samba
Você Vai Se Quiser
R. João Guimarães Rosa, 241
Praça Roosevelt
14 horas

MAIS INFORMAÇÔES:
Oficina de Mídia
(11) 2219-2433
Maurício Santini (11) 9224-8737
Solange Melendez (11) 9232-9712

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Prepare-se: vem aí a 8ª Edição Feira Preta Cultura 2009


A cidade de São Paulo será novamente palco de uma das mais tradicionais festas de celebração da cultura negra brasileira. A 8ª edição da Feira Preta Cultural acontece no dia 13 de dezembro, das 12h às 22h, no Palácio das Convenções do Anhembi.

O evento terá o tema “Heranças Compartilhadas Negros e Índios". Segundo sua idealizadora, Adriana Barbosa, a intenção é proporcionar ao público reflexão sobre duas culturas importantes na construção da sociedade brasil eira.

A programação cultural será marcada pela diversidade. Artistas plásticos, literários, cineastas, religiosos, estilistas, dançarinos, entre outros fazedores de cultura celebrarão a riqueza cultural. O público será convidado a interagir com as artistas por meio de oficinas, bate-papo, desfiles e manifestações culturais. E mais. Na Passarela da Preta, a marca de roupas Balaco traz em sua coleção a visão estética da mistura do negro com o índio.

No Palco Alternativo o espaço estará livre para experiências sonoras e a artistas underground. No Microfone da Preta os visitantes terão o microfone aberto para expressar seus pensamentos.

A Feira conta ainda uma série de palestras e oficinas culturais nas áreas de gestão de negócios, empreendedorismo, política pública, turismo étnico, educação entre outros temas relevantes.

Tudo isso, além dos já tradicionais Espaços Culturais, Mercado da Preta e Degustasom com o Boteco Vila do Samba e das atrações musicais que contará com a Liga do Samba Rock: Clube do Balanço, Opalas e Sandálias juntos no mesmo espetáculo musical. O encontro que recebe cerca de 10 mil pessoas em cada edição, é conhecido por reunir música, dança moda, culinária, literatura, cinema e outros elementos da cultura negra em um só local.

Programação da feira para 2009

Palco da Preta
Mestre de Cerimônia: Max DMN
Ato Ecumênico Inter Religioso
DJ’s e Vj’s A Grande Familia
Espetáculo Musical: Liga do Samba Rock Apresenta: Roda de Samba Rock: Clube do Balanço, Opalas e Sandália de Prata

Intervenção cultural
Encontro de danças populares afro-brasileiras
Umbigada do Tiête, Casa do Boneco de Itacaré (Bahia)
Gege Nago (Bahia)

Palco Alternativo
DJ’s Zezão Eventos (DJ Max e DJ Tadeu)
Intervenções artísticas
Shows de Hip Hop – Rinha dos MC’s com Criolo Doido e DJ Dan Dan
Rael (Pentágono)
Microfone aberto

Literatura
Lançamento Selo Negro – Editora Summus
Citações de Poemas: Quilombhoje e Literatura Periférica (Elizandra Souza, Sacolinha e Michel (Elo da Corrente)

Artes Plásticas
Helder (Cedeca Interlagos) – Artista Plástico pinturas ao vivo e grafite
Guilherme Scabim – Artista Plástico
Achiles Luciano – Artista Plástico – Pintura em Tela e Pintura Digital com projeção
Rodrigo Felipe
Edson Ikê
Jurandyr Silva

Fotografia
Feira Cultural Preta 7 anos
Gueto Brasil – Sidney Salatiel
Moçambique Hoje – Iris Yan

Oficinas
Tecidos Afros – Jaergenton
Tambores – Zé Benedito

Filmes
O Povo Brasileiro – Darcy Ribeiro
Versificando – 13 Produções
De – bata: Odum Produções

Intervenções I tinerantes
Cortejo Cultural e Dança do Orixás – Casa do Boneco – BAHIA
Desfile Cafuso (Negros e Indigenas) – Balaco – RIO DE JANEIRO
Dança Afro – POMBE ORIBA
Percussão: Batukaí
Roda de Capoeira
Feira de Trocas

Intervenções Indígenas
Cantos e Danças

Degustasom
Boteco Vila do Samba – Amigos do João e Convidados

Palestras
CEERT - Experiências do Prêmio Educar Pela Igualdade Racial

Espaço Identidade Brasil
Exposição Marisa Moura (Moda e Acessorios)
Teatro de Mamulengo
Fotos e Videos

Feira Cultural Preta 2009
Data: 13 /12/2009
Horário das 12h as 22h
Local: Palácio das Convenções - Anhembi - São Paulo
Telefones: (11) 3031-2374
Sites: www.feirapreta.com.br / http://feirapreta.ning.com:
E-mail feirapreta@uol.com.br

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Exposição a céu aberto em Salvador revela beleza da mulher negra

A beleza das negras baianas é o tema da exposição fotográfica Bahia Terra da Beleza Negra, do fotógrafo Gajé, que será lançada na quinta-feira (19/11), véspera do Dia da Consciência Negra, às 20h, no Espaço Unibanco, na Praça Castro Alves. A exposição a céu aberto, que acontece no Campo Grande e na Praça Castro Alves, vai até o dia 1º de dezembro e traz 100 banners de 1,20 m, cada um retratando uma mulher em quatro ângulos diferentes.
A exposição foi a forma encontrada pelo fotógrafo Gajé para reverenciar as mulheres negras, “essa beleza tão marcante na nossa cidade e que muitas vezes passa despercebida em nosso cotidiano urbano”. Gajé, que é carioca, mas adotou e foi adotado pela Bahia, faz questão de frisar que a beleza de suas musas é natural, dispensando maquiagens, luz artificial ou qualquer outro artifício de correção permitido pela tecnologia.Com suas lentes ele procurou captar a diversidade da beleza estética das mulheres negras, que sintetiza como guerreiras e valentes, que lutam para romper no dia-a-dia as barreiras do racismo, do preconceito, do machismo e da intolerância que a cercam. Gajé foi buscar suas modelos em diferentes classes sociais, profissões e bairros de Salvador, a cidade com maior população negra fora da África, mas já programa para o próximo ano um olhar também sobre outras regiões do estado.
O fotógrafo entende que a desconstrução do ideal de beleza no Brasil precisa trilhar por outros caminhos e acredita que a fotografia pode contribuir e muito para isso, ajudando a elevar a autoestima dos negros. “Com essas fotos eu quero que as pessoas se identifiquem nas ruas e se vejam belas, percebam que não existe só um estereótipo de beleza. E a exposição a céu aberto facilita essa identidade porque democratiza, não fica restrita a quem tem a cultura de visitar galerias ou outros espaços culturais”, explica Gajé.Organizada pela União de Negros pela Igualdade (Unegro), a exposição Bahia Terra da Beleza Negra tem o compromisso de transformar conceitos, levantando questionamentos sobre a condição da mulher negra, como um dos elementos de formação da identidade soteropolitana.

Porto Alegre e Bahia não confirmam feriado na próxima sexta-feira

Pelo menos 754 cidades do país decretaram feriado na próxima sexta-feira, dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra. O levantamento é da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) ligada à Presidência da República.

A lista divulgada pela Seppir incluía as cidades de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e Salvador, na Bahia, mas as prefeituras dos dois municípios simplesmente informaram que em ambas não será feriado na sexta. O feriado é decretado com base em leis municipais e estaduais e por isso não acontece em todas as cidades brasileiras.
Comentário do blog: mera ilusão da prefeitura de Salvador não confirmar o feriado. Isso não vai impedir que o local onde há a maior concentração de negros do país se manifeste e vá às ruas.

Consciência Negra em Piracicaba, interior de SP

(Fonte: Gazeta de Piracicaba)
O Dia da Consciência Negra, comemorado nesta sexta-feira (20), feriado municipal, terá apresentações culturais, debates, exposições, rodas de conversa e palestras para estimular a reflexão sobre a situação do negro na sociedade brasileira. As atividades começam às 8 horas com missa Afro na Igreja de São Benedito; às 9 horas, sessão solene na Câmara de Vereadores em homenagem à raça negra; e às 10 horas, no Sesc, apresentação de grupos e canto com repertório étnico (Coral Afro Tulany, Sanguluka, Capoeira na Periferia, com grupo de flauta doce).
A programação prossegue à tarde. Às 13h30, no Engenho Central, mostra artístico cultural (cururu, hip hop, dança de rua, dança afro, percussão, capoeira, batuque de umbigada, samba lenço, roda de samba com participações especiais). O encerramento acontece às 21 horas, no Largo dos Pescadores, com a Noite da Seresta - com a temática Dia da Consciência Negra.No dia 21, a partir das 14 horas, no Sesc, será abordado o tema "Território: Cidadania e Cultura", com participação especial de Toniquinho Batuqueiro. Dia 22, às 14 horas, no Sesc, em pauta "São Paulo em Retalhos", com Junior do Peruche e participação especial de Mauricinho da Mazei.
Também no dia 22, às 17 horas, na Estação da Paulista, "Folclore Hoje". Dia 29, às 16 horas, no Largo dos Pescadores, acontece o aniversário do Porto Maracatu.A programação é organizada pelo Centro de Documentação, Cultura e Política Negra e tem o apoio da Secretaria de Ação Cultural, Câmara de Vereadores, Assessoria de Gêneros e Etnias, SESC e Pastoral Afro.Jurandir Silvestre, presidente do Centro, conta que durante o mês de novembro acontecerão atividades voltadas à população em geral."Queremos integrar a comunidade, conscientizá-la e sensibilizá-la para o assunto. Unir forças para um mundo mais justo e humano".Rosângela Camolese, secretária da Ação Cultural, disse que as comemorações visam a unir os esforços daqueles que desenvolvem atividades em prol da comunidade negra."Fortalecem as ações de quem luta o ano todo pela consciência negra, assim como as atividades em prol das mulheres e dos idosos".

Consciência Negra em Curitiba

Para quem vai ou está em Curitiba, segue uma dica para a semana da Consciência Negra:
Semana da Cultura Negra no Guairinha com entrada franca

O espetáculo “Pixaim” abre “A Semana da Cultural Negra”, que acontece de 16 a 22 deste mês no Guairinha. A peça, tem inicio às 20h30 e faz parte do projeto “Mukondo”. São histórias do cotidiano de pessoas comuns, com diferentes crenças e em diferentes situações, porém, todas essas histórias possuem um fator comum: elas trazem para o centro da cena ficcional aqueles que a sociedade quer “invisibilizar”.

Pixaim traz no elenco: Simone Magalhães, Cássia Damasceno, Cássia Gomes, Adriano Carvalhaes e Marcel Szymanski. O projeto de montagem, direção, produção e pesquisa são de Isidoro Diniz.Direção e Dramaturgia: Rafael Camargo. Direção Executiva e Captação de Recursos: Regina Vogue Direção de Arte (figurino, cenário e adereços): Áldice Lopes. Direção Musical e Designer Gráfico (trilha sonora, sonoplastia e execução): Ricardo Verocai.

No dia 20 às 15h, é a vez do Festival do Samba. Batuque da melhor qualidade. No dia 21 às 21h30 o Kundun Balé faz sua apresentação. No dia 22 tem dois espetáculos, o primeiro às 16h com Ka-Naombo apresentando o espetáculo Branca de Neve, que traz ao palco uma crítica às imposições de beleza, ao preconceito, ao racismo notado nas histórias infantis. Procura mostrar como a sociedade ao optar pela valorização de um padrão de beleza destrói a auto-estima de outros grupos étnicos. Autoras: Mirian Venâncio e Vera Paixão. Figurinos: Janyne Duarte. Percussão: Thiago Martins, Ricardo Guindani. Músico: Thiago Martins. Coreógrafos: Vera Paixão, Demerval Silva, Laremi Paixão, Adelina Barcelos, Dirolei Aparecido, Leandro Magalhães. Direção de espetáculo: Mirian Venâncio. Direção geral: Vera Paixão.

A segunda atração será às 17h com uma peça teatral do Grupo Ginga, que encerra o evento. A peça relata a luta, saga e coragem daqueles que enfrentam suas frustrações. Tendo como cenário um quilombo, que nada mais justo representando o abrigo, como base de forças para superações e descobertas do real e imaginário. Direção Geral e coreográfica: Adilto J. de Paulo. Texto: Dayane Paixão.

O Teatro Guairinha fica na XV de Novembro, s/nº, Curitiba – Paraná.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

MuBE - Museu Brasileiro da Esculta - exibe em parceira com a Embaixada da França, um ciclo de filmes com temática na cultura negra

É o Cine Clube MuBE - Ciclo Consciência Negra. A entrada é franca e a programação acontece de 20 e 21 de novembro. O MuBE fica na R. Alemanha, 221 e o telefone para informações é o (11) 2594-2601. Veja a programação:

20/11/2009 - 14:00h

O Pesadelo de Darwin

Darwin's Nightmare (França/Áustria/Bélgica/França, 2004). De Hubert Sauper. Cores. Duração 107’. Classificação etária Livre.

Poderia começar como uma lenda oriunda da África. Nos anos 60, na Tanzânia, um peixe chamado perca do Nilo, um predador voraz que dizima todas as outras espécies, foi introduzido no Lago Victoria. Desta catástrofe ecológica nasceu uma indústria frutuosa, pois a carne branca do enorme peixe é exportada com sucesso para todo o hemisfério norte. Mas, acima do lago, imensos aviões cargueiros da ex-URSS compõem um balé constante, abrindo caminho para um outro comércio, ao que parece, o das armas. Pescadores, políticos, pilotos russos, prostitutas e industriais tornam-se cúmplices ou vítimas de um drama que ultrapassa a imaginação. As margens do maior lago tropical do mundo são hoje o palco em que se desenrola o pior pesadelo da globalização.

16h

Os Mestres Loucos

Les Maîtres Fous (França, 1955). De Jean Rouch. PB. Duração 30’.

Filmado em apenas um dia, o filme revela as práticas rituais de uma seita religiosa. Os praticantes do culto Hauka, trabalhadores nigerienses reunidos em Accra, se reúnem à ocasião de sua grande cerimônia anual. Na ‘concessão’ do grande padre Mountbyéba, após uma confissão pública, começa o rito da possessão. Saliva, tremedeiras, respiração ofegante… são os signos da chegada dos ‘espíritos da força’, personificações emblemáticas da dominação colonial: o cabo da polícia, o governador, o doutor, a mulher do capitão, o general, o condutor da locomotiva, etc… A cerimônia atinge seu ápice com o sacrifício de um cão, o qual será devorado pelos possuídos. No dia seguinte, os iniciados retornam às suas atividades cotidianas.Governador, o doutor, a mulher do capitão, o general, o condutor da locomotiva, etc… A cerimônia atinge seu ápice com o sacrifício de um cão, o qual será devorado pelos possuídos. No dia seguinte, os iniciados retornam às suas atividades cotidianas.

16:40h

Eu, um Negro

Moi, un Noir (França, 1959). De Jean Rouch. Cores. Duração 73’.

Jovens nigerienses deixam sua terra natal para procurar trabalho na Costa do Marfim. Desenraizados em meio à civilização moderna, acabam chegando a Treichville, bairro operário de Abdijam. O herói, que conta sua própria história, se autodenomina Edward G. Robinson, em honra ao ator americano. Da mesma forma, seus amigos escolhem pseudônimos destinados à lhes forjar, simbolicamente, uma personalidade ideal.

18h

Férias em Casa

Vacances au Pays (França/Camarões/França, 2000). De Jean-Marie Teno. Documentário em PB. Duração 75’.

Em 1998, Jean-Marie Teno volta, durante o verão, à terra de sua infância, nos Camarões. De Yaoundé, cidade grande, até Badjoun, aldeia onde passava as férias na infância, a viagem lhe permite fazer inventário irônico da situação do país. Ao sabor dos encontros, o autor denuncia a incompetência da administração e o fascínio pela modernidade importada da Europa, que não se adapta à África e suas tradições. “A escola nos ensinou a desprezar os símbolos de nossa cultura e a palavra de nossos avós” lastima ele. À procura de um novo modelo para a África, sonha com uma modernidade a serviço da maioria, que permita ao país reconciliar-se com sua cultura.

19:30h

Memória Entre Duas Margens

Mémoire Entre Deux Rives (França/Burkina Faso/França, 2002). De Frédéric Savoye, Wolimité Sié Palenfo. Documentário em PB. Duração 90’.

Fréderic Savoye e Wolimité Sié Palenfo revisitam a história da colonização francesa na região Lobi, a sudoeste de Burkina Faso. Nessa região, aldeias e famílias ainda estão marcadas pela lembrança desse período doloroso. Comparada aos arquivos dos administradores coloniais, a tradição oral permite restaurar cerca de um século de história, desde a chegada dos primeiros brancos até os dias de hoje. Através de depoimentos transmitidos de geração em geração, o filme desenvolve uma reflexão crítica a respeito da colonização e suas conseqüências individuais, sociais e religiosas.

21h

África sobre o Sena

Afrique Sur Seine (França/Senegal, 1957). De Mamadou Sarr e Paulin Vieyra. PB. Duração 21’.

A África está na África sobre as margens do Sena ou no Quartier Latin? Interrogações "meio-amargas" de uma geração de artistas e estudantes a procura de sua civilização, sua cultura e seu futuro.
Com Marpessa Dawn, M Bathily, AM Baye, C. Clairval, D. Dane, I. Diop, M. Leprovol, P. Letourneur, L. Malik

21:30h

Poeira Urbana

Poussières de Ville (França/Congo/Senegal, 2001). De Moussa Touré. Documentário em PB. Duração 52’.

O filme começa com uma imagem surpreendente: sete crianças esfarrapadas vão saindo de debaixo dos tabuleiros em um mercado de Brazzaville, onde passaram a noite. Moussa Touré os descobre e passa a registrar suas perambulações pela cidade, atrás de comida e de pequenos biscates. Aproveitando sua aproximação com as crianças, o cineasta resolve reintegrá-los a suas famílias. Mas o caminho de volta está cheio de dificuldades que revelam o estado da sociedade congolesa.


21/11/2009 - 19:30h

A Ilha Vigilante

L'Île Veilleuse (França, 2006). De Euzhan Palcy. PB. Duração 55’.

A vida, a obra e a ação política do poeta. Aime Césaire nos faz descobrir sua Martinica.

20:30h

Encontros Para a Conquista

Au Rendez-vous de la Conquête (França, 2006). De Euzhan Palcy. PB. Duração 57’.

A ética, a teoria e a filosofia da Negritude. Os diferentes encontros do jovem estudante Aimé Césaire em Paris compensadores, intelectuais, seu encontro com a África pela ótica do jovem Senhor.

21:30h

A Dançarina de Ébano

La Danseuse d’Ébène (França, 2002). Filme de Seydou Boro. Cores. Duração 52’.

Seydou Boro, que durante um tempo trabalhou como intérprete com Mathilde Monnier, é também coreógrafo e produtor. Este seu documentário é dedicado a uma das maiores personalidades da dança de origem africana, Irène Tassembédo – nativa, como ele, de Burkina Fasso, onde o filme foi inteiramente rodado. Este “retrato filmado”, que apresenta também Germaine Acogny, contribui para a restauração de todo um segmento da história da dança, investigando os laços e as tensões existentes entre dois continentes e duas culturas.
Irène Tassembédo reside na França há 20 anos. Em 1978, em Burkina Fasso, é selecionada para freqüentar a escola Mudra-África, fundada por Maurice Béjart em Dacar e dirigida por Germaine Acogny. Conhecer Irène Tassembédo conduz à reflexão sobre um tema essencial: a questão do corpo, tanto em termos dos seus valores como do seu imaginário, e a concepção particular que ele assume para os dançarinos africanos confrontados com a aprendizagem da dança contemporânea ocidental. Ilustrando a sua trajetória com um grande número de entrevistas, sessões de trabalho e viagens, o filme evoca uma abordagem que parte de uma autêntica convicção: Irène Tassembédo considera que a dança africana deve situar-se em um mundo em evolução, mas sem virar as costas à sua própria gestualidade nem permanecer estagnada em um esquema tradicional geralmente associado ao folclore. Sua experiência abrange duas gerações de artistas e os seus respectivos questionamentos em relação à criação contemporânea e à miscigenação cultural.


Cidade de Votorantim, interior de São Paulo, comemora pela primeira vez o Dia da Consciência Negra

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
Este será o primeiro ano em que o dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, será feriado municipal, em Votorantim. Para tanto a Prefeitura Municipal em parceria com a Associação dos Afrodescendentes e Simpatizantes da Região Sudoeste do Estado de São Paulo, tendo a sua 4ª Região Administrativa em Sorocaba, definiu uma programação especial.

Na sexta-feira (20), às 8h30, no plenário da Câmara Municipal, haverá um ato de Cidadania Ativa Etnico Racial. A cerimônia terá presença de autoridades municipais, relatos da história, e entrega de certificados de congratulações alusivo ao tema. Também no dia 20, às 15 horas, haverá, no Aquário Cultura de Votorantim, ao lado da praça de eventos “Lecy de Campos”, o Batizado de Capoeira, uma das culturas de maior popularidade. Já no domingo (22), às 19 horas, haverá uma missa-afro, na paróquia São José Operário, na Barra Funda.

O feriado municipal em comemoração ao dia da Consciência Negra, está de acordo com a emenda à Lei Orgânica do Município de nº 01/09, que altera o art. 233 da referida, e foi aprovada pela Câmara Municipal no mês de agosto deste ano. Com isso pelo primeiro ano, a data será feriado no município.

MIS apresenta mostra audiovisual que aborda o papel do negro na ação cinematográfica

Integrada à Semana da Consciência Negra, o MIS sedia a mostra "O Negro como Autor e Personagem da Ação Cinematográfica", trazendo curtas e longas-metragens que abordam a ação e a representação do negro dentro da historiografia do cinema brasileiro. Com dois programas diários e gratuitos, a programação inclui conversas com cineastas e educadores. Com a curadoria de Marco Meirelles e Max Fagotti, o evento acontece de 19 a 22 de novembro (quinta a domingo). A programação, que se estende por quatro dias, traz duas sessões diárias exibindo filmes ficcionais e documentais realizados nas últimas cinco décadas. De quinta a sábado, artistas, cineastas e educadores participam de conversas com o público, promovendo a reflexão sobre a atividade audiovisual realizada por negros de diferentes gerações em diversos contextos de produção.
Composta por oito programas, a mostra faz um recorte da historiografia cinematográfica brasileira desde a década de 1960, com aproximação do olhar tanto para obras de cineastas negros quanto para aquelas que apresentam o negro como personagem. Essa alternância de pontos de vista e a abrangência temporal da mostra permitem uma reflexão mais aprofundada de como o negro foi representado e se representou no decorrer das últimas cinco décadas. Integram a programação filmes de grandes nomes da história do cinema nacional, tais como Joelzito Araújo, com o documentário "A Negação do Brasil", Paulo César Saraceni, com "Integração Racial", documentário de 1964; "Natal da Portela", longa-metragem de 1988; e Roberto de Farias, contando a clássica história do "Assalto ao Trem Pagador", longa-metragem de 1962. Da nova geração de diretores, serão exibidos, entre outros, "Carolina" (2003), de Jeferson De, "Preto e Branco" (2004), longa documental do videoartista Carlos Nader e "O Dia em que Dorival encarou a Guarda" (1986) curta-metragem de Jorge Furtado.

Destacam-se, também, dois filmes de Rogério de Moura – "Velhos, viúvos e malvados (2004)" e A Revolta do Videotape (2001) -, que vem para participar do debate aberto ao público no dia 21/11, na sessão das 19h.

SERVIÇO
Mostra de cinema O negro como ator e personagem da ação cinematográfica
de 19 a 21 de novembro, às 16h e às 19h; 22 de novembro, às 17h e às 20h
Auditório MIS (177 lugares). Ingresso gratuito (retirar a partir de 1h antes da exibição). Classificação etária: 14 anos. Estacionamento cobrado: R$ 7. Acesso e elevador para cadeirantes. Ar condicionado. Museu da Imagem e do Som (MIS)Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo (11) 2117 4777 www.mis-sp.org.br

Programação da mostra O Negro como Autor e Personagem da Ação Cinematográfica

1º dia [ quinta-feira, 19 de novembro ] 16h Programa 1

Hip Hop África Brasil, Apenas um Oceano entre Nós (2007), 38 min, dir: Daniel Fagundes, Diego FF Soares e Montanha (NCA na Rede). Sinopse: O registro do intercâmbio Cultural feito pelo grupo Faso Kombat de Burkina Faso com o grupo Z`Africa Brasil entre outras personalidades do Rap Brasileiro, revela que um oceano não separa a força da cultura Africana.
Respeito é para quem tem (2003), 3 min, dir: Tatiana Lohman. Sinopse: A idéia deste clipe era gravar com Sabotagem na favela do Canão, onde nasceu, e também nos cemitérios onde estão enterrados seus amigos de infância e adolescência. Logo após o início das filmagens, ele foi assassinado. Este videoclipe presta uma homenagem ao rapper paulista.
Sabotage (2003), 29', video dvd, dir: Tiago Barbini, Ivan Vale Ferreira e Pedro Caldas. Sinopse: Falando de dentro da favela do Canão, o rapper Sabotage discute a infância, o ócio, a rua, a desigualdade, o descaso, a solidariedade, o passado e o futuro, como uma antena que capta e emite realidade em todas as direções.

Geraldo Filme (1998), 52 min., direção: Carlos Cortez. Sinopse: Um mergulho no universo do samba e da cultura negra paulista a partir da obra do compositor Geraldo Filme

19h Programa 2 convidados: Coletivo Frente Três de Fevereiro, Coletivo NCA na Rede e Willen Dias

Imagens de uma vida simples (2006), 30 min, 2006, dir: Daniel Fagundes. Sinopse: Um registro da vida e obra de Solano Trindade (poeta negro, poeta do povo), através de relatos de seus amigos e parentes. Como pano de fundo a cidade de Embu das artes, cenário de ebulições artísticas e movimentações culturais que mostram ainda hoje a marca de Solano Trindade

Zumbi somos nós(2006), 52 min, dir: Frente Três de Fevereiro. Sinopse: Manifesto poético sobre o racismo, por meio da ação direta da Frente 3 de Fevereiro, que culmina na intervenção artística durante a Copa da Alemanha.

Além de café petróleo e diamantes (2007), 15 min, dir: Marcelo Trota. Sinopse: Através dos depoimentos de dois artistas angolanos, a recente imigração deste povo e seus motivos são colocados em foco. Ironicamente, povos africanos que outrora foram trazidos a força para a América, agora migram para o Brasil por livre escolha e sentem o impacto do reencontro com a sua africanidade enraizada em nossa cultura.

Enquadro – Episódio 1: Domingas (2008), 6min, dir: Coletivo Casadalapa Sinopse: Personagens anônimos que contam através de sua existência a alma dos bairros desta cidade são o mote para esta HQ Urbana, as redes não virtuais entre personagens reais. Um processo coletivo, que reúne cerca de 30 artistas, entre eles grafiteiros, artistas plásticos, webdesigner, fotógrafos, videomakers, roteiristas, montadores de cinema, produtores musicais, djs, produtores, figurinistas e atores. Todos reunidos para contar, desenhar, esculpir, fotografar, gravar, editar, costurar, interpretar, uma única história.

2º dia [ sexta-feira, 20 de novembro ] 16h Programa 3

A Psicose de Valter (2007), 35mm, 15 min, dir: Eduardo Kishimoto. Sinopse: Valter José Maria Filho dirige vídeos pornôs e faz pós-doutorado em filosofia pela USP. Este filme o insere em situações forjadas, e o deixa transitar livremente por elas, sem dirigi-lo.

Carolina (2003), 15 min, dir: Jeferson De. Sinopse: Brasil, final dos anos 50. Carolina Maria de Jesus escreve seu diário. Dentro de seu barraco, ela denuncia a fome, o preconceito e a miséria. O diário é publicado ("Quarto de Despejo"), e transforma- se em sucesso editorial, sendo editado em 13 línguas. Apesar do reconhecimento, morreu esquecida e pobre. Imagens documentais da escritora são montadas com cenas ficcionais interpretadas por Zezé Mota.

Filhas do Vento (2005), 85' min, dir: Joelzito Araújo. Sinopse: Cida (Ruth de Souza) e a irmã Jú (Léa Garcia) estão separadas por quase 45 anos. O tempo não conseguiu dissipar o rancor provocado pelo incidente amoroso e familiar que marcou a juventude e a vida das duas. Com a morte do pai, Zé das Bicicletas (Milton Gonçalves), que havia expulsado Cida de casa, as duas voltam a se encontrar. Cida tornou-se uma mulher solitária. Fez carreira de atriz atuando em cinema e em telenovela, mas, apesar do talento, não teve o reconhecimento merecido. Maria D'Ajuda nunca saiu do interior, cuidou do pai até a morte, casou-se e teve diversos filhos com companheiros diferentes sem nunca ter conseguido desenvolver nenhuma identidade profissional. Sua família é aquela típica brasileira do interior, cheia de filhos, sobrinhos, netos e agregados. No entanto, uma de suas filhas, Dorinha (Danielle Ornellas), a que mais admira pela persistência profissional e talento artístico, é a única que despreza o amor da mãe.

19h Programa 4 convidado: Noel dos Santos Carvalho

Integração Racial (1964), 40min, dir: Paulo César Saraceni. Sinopse: Uma visão abrangente da situação dos diferentes grupos étnicos existentes no Brasil. Nos depoimentos recolhidos nas ruas e bairros de diversas capitais, negros, brancos, mulatos, portugueses, italianos e japoneses manifestam sua opinião e descrevem experiências pessoais, envolvendo o relacionamento, o racismo, a miscigenação e o intercâmbio cultural
Natal da Portela (1988), 80' min dir: Paulo César Saraceni. Sinopse: Biografia do homem que, mesmo sem saber cantar, dançar ou tocar um instrumento, transformou-se numa das maiores expressões do samba brasileiro, dedicando-se de corpo e alma à sua escola do coração, a Portela.
3º dia [ sábado, 21 de novembro ]16h Programa 5 convidado: Raquel Gerber
Ôri - Cabeça, Consciência Negra, 91 min, dir: Raquel Gerber. Sinopse: Ôrí significa "cabeça", "consciência negra", em língua yorubá. A música, a dança, o gesto, o ritual, na expressão da cultura mais antiga da Humanidade. Ôrí documenta os movimentos negros brasileiros entre 1977 e 1988, passando pela relação entre Brasil e África, tendo o quilombo como idéia central de um contínuo histórico, e apresentando como fio condutor a história pessoal de Beatriz Nascimento, historiadora e militante negra, falecida prematuramente no Rio de Janeiro em 1995. O filme mostra também a comunidade negra em sua relação com o tempo, o espaço e a ancestralidade, através da concepção do projeto de Beatriz, do "quilombo" como correção da nacionalidade brasileira.
19h Programa 6 convidado: Rogério de Moura
A Revolta do Videotape (2001), 10 min, dir: Rogério de Moura. Sinopse: As confusões durante um programa televisivo de futebol e debate.
Velhos, Viúvos e Malvados (2004), 14 min, dir: Rogério de Moura. Sinopse: Três músicos aposentados têm as vidas mudadas com a chegada de uma mulher.
Assalto ao Trem Pagador (1962), 98 min, dir: Roberto Farias. Sinopse: Grilo é um inteligente criminoso da cidade que diz trabalhar para um chefão que chama de "Engenheiro" e, com isso, convence Tião Medonho e outros bandidos da favela a praticarem um roubo a um trem (comboio) de pagamentos. Os bandidos combinam de não gastarem o dinheiro roubado antes de 1 ano, pois isso levantaria suspeitas, mas Grilo acha que ele pode, pois não é favelado e tem boa aparência, o que desperta a ira dos demais. Grilo então diz que o "Engenheiro" preparou um novo golpe, mas sua intenção é se livrar de Tião Medonho e dos outros, fazendo com que eles caiam numa armadilha.
4º dia [ domingo, 22 de novembro ]17h Programa 7
A Negação do Brasil, (2000), 91 min, dir: Joel Zito Araújo. Sinopse: O documentário enfoca os tabus e estereótipos raciais. Uma história das lutas dos atores negros pelo reconhecimento de sua importância na história da telenovela, o produto de maior audiência no horário nobre da TV brasileira.
O Moleque (2004), 13 min., direção: Ari Cândido Fernandes.Sinopse: Tião é pobre e negro, mas tem orgulho de sua mãe, a melhor lavadeira da região. Ele sai para pescar com Pedrinho, seu único amigo. Todos os outros moleques adoram lhe dar apelidos, por causa da cor de sua pele, o que provoca a sua ira e a preparação de sua vingança.
20h Programa 8
O Dia em que Dorival encarou a Guarda (1986), 14 min, dir: Jorge Furtado. Sinopse: Todo homem tem seu limite, e Dorival resolve enfrentar a tudo e a todos para conseguir o que quer. A história da luta desigual de um homem contra um sistema sem lógica e sem humanidade.
Sabotage, um bom lugar, 08 min, dir: Beto Brant e Willem Dias. Sinopse: Videoclipe da música "Um Bom Lugar" de autoria do rapper Sabotage
Preto e Branco (2004), 73 min, dir: Carlos NaderSinopse: Documentário de um dos mais importantes videoartistas do Brasil, em que episódicas relações raciais entre cidadãos comuns da cidade de São Paulo levantam questões pouco discutidas sobre o modelo racial brasileiro.